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Autor de dois gols na primeira partida da final, Thales Borges sofreu com uma grave lesão em 2018

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Ala pivô foi o grande destaque em MarauAla pivô foi o grande destaque em Marau
Ala pivô foi o grande destaque em Marau
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O futsal proporcionou um momento de grande emoção para o ala pivô Thales Borges no último sábado (24). Autor dos dois primeiros gols na vitória por 5 x 2 contra a AMF, o jogador viveu um drama pessoal durante o ano de 2018. Durante cinco meses sofreu com uma grave lesão no tornozelo esquerdo e só conseguiu voltar a jogar sem sentir dores na semifinal contra a AGE.

 

“Fazer dois gols na final, contra o maior rival de Passo Fundo, pra decidir uma Série Prata, demonstra toda a seriedade que a gente tem. Defendendo um time e um grupo. Isso é muito gratificante, obviamente junto com a vitória”, contou Thales. Depois da partida em Marau, a emoção tomou conta do jogador, que mal conseguiu dar entrevista e foi abraçado por seus companheiros.

 

Lesão
A lesão aconteceu na segunda rodada da competição, em Salto do Jacuí, na metade do mês de maio. “Recebi a bola na direita e estava passando pelo primeiro marcador. Como a quadra é pequena, já estava passando da metade. O guri que veio na cobertura deu um carrinho no meu tornozelo”, relembrou.

 

Depois da forte entrada sofrida, o jogador mal poderia imaginar as consequências que seriam sofridas. O carrinho adversário ocasionou um edema ósseo no tornozelo esquerdo, uma lesão na sindesmose e posteriormente também surgiu uma lesão ligamentar crônica. Com alguns meses de tratamento, o ala pivô voltou aos treinamentos, mas não conseguia reproduzir os mesmos movimentos que fazia antes.

 

“Era sentimento de impotência. Eu ia em todos os treinos e via todo mundo treinando e pulando. Eu não conseguia fazer de jeito nenhum. Isso me deixava muito angustiado e eu não conseguia melhorar. Ia pro jogo e me machucava mais. Eu chorava depois dos jogos. Não conseguia fazer o que eu mais gosto”, recordou. Em determinado momento da temporada, Thales conversou com os seus companheiros de time e resolveu focar apenas na recuperação.

 

Pouco tempo depois e com 80 sessões de fisioterapia feitas, a escolha se mostrou correta e Thales conseguiu voltar as quadras. O retorno aconteceu alguns jogos antes, mas a partida que o jogador guarda na memória como 100% recuperado aconteceu apenas na semifinal contra a AGE, já neste mês de novembro. “Graças a Deus deu tudo certo”, agradeceu Thales Borges.

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