Croatas torcem em Passo Fundo

Família Brkanitch acompanha a Croácia em todas as Copas

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Sérgio, Rose, Roseane e Benjamin

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Seja por motivos de parentesco ou de identificação, a Copa do Mundo tem o poder de reunir pessoas, que muitas vezes não gostam de futebol, para acompanhar a seleção. Filha do pai croata Emilio Brkanitch, Rose nasceu em Passo Fundo e em todas os Mundiais torce na companhia da família. Para a grande final, os familiares organizam um almoço.

 

Emoções
A Copa da Rússia tem sido marcante para a família Brkanitch. Como não poderia ser diferente, os jogos da seleção croata acabam se tornando um momento especial de confraternização familiar. Com a equipe fazendo sua melhor campanha na Copa, emoções não faltaram – ainda mais com três prorrogações e duas disputas de pênaltis. Aos 72 anos anos, Rose Brkanitch sofre a cada partida e não consegue acompanhar os jogos durante os 90 minutos. “Realmente passo mal e até precisei ir ao médico. Não acontecia nas outras Copas, talvez seja um sinal”, brincou Rose. Uma programação especial está sendo organizada para a final de domingo (15). Como o jogo será realizado ao meio-dia, um almoço está sendo planejado. Mas, desta vez, nada de culinária típica da croácia: o cardápio será gaúcho e com direito a churrasco.

 

Identificação
Filha de Rose, Roseane, 46 anos, morou durante uma década e meia nos Estados Unidos. Nada que abalasse ou deixasse de lado a identificação com o país europeu. Para a semifinal contra Inglaterra, prometeu que iria correr 8km se a equipe conseguisse a classificação inédita. Feito alcançado e nova promessa lançada: percorrer outros 8km em caso de título. O pequeno Benjamin, filho de sete anos de Roseane, acompanha a família, mas sempre dividindo a atenção com o celular.

 

Decoração
Não é preciso procurar muito para perceber as ligações com a Croácia. Um pouco antes de chegar à Rua General Osório, quem passa pela Avenida Sete de Setembro vislumbra a bandeira croata pendurada na imobiliária da família. Entrando na sala, mais detalhes estão presentes. Pequenas pedras da praia de Dubrovnick fazem parte da decoração, assim como alguns bonecos com as roupas típicas também Kuna (moeda utilizada no país), livros e mapas com a história croata. Durante a campanha histórica na Copa de 1998, uma bandeira do país ficou pendurada na Barbearia do Comércio, administrada pela família. Na época, era muito difícil conseguir qualquer coisa da Croácia em território brasileiro. esesperada, Rose pediu para a própria mãe confeccionar com os tecidos encontrados em casa. Desta vez, a família não colocou novamente. Mas quem sabe um título inédito não faz a bandeira voltar a ser tremulada no local.

 

Cidadania
A proximidade com a Croácia aumentou ainda mais em 2013, quando passaram a portar também a cidadania do país. Mesmo assim, a família Brkanitch ainda não se aventurou a viajar para o país. “Meu filho foi para Dubrovnick e ficou encantado. Nós pensamos em ir, mas é caro”, brincou Sérgio Cardoso, 72 anos, marido de Rose. Sem viajar para o país europeu, o grande desafio enfrentado continua sendo encontrar uma camisa da Croácia no Brasil. A que Rose veste nos dias de jogos, foi enviada pela embaixado país.

 

Futebol e política
“Aquela gurizada é cria da guerra. Por isso que eles jogam e lutam daquele jeito”, disse Sérgio. A dolorosa secessão do país para Iuguslávia interferiu na vida de jogadores que hoje são destaques da seleção, como o zagueiro Dejan Lovren, meio-campista Luka Modric e o atacante Mario Mandzukic. Ambos precisaram fugir dos conflitos que atormentaram seu crescimento e agora podem conquistar o Mundo.

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