Dupla Mineira na BSBIOS UPF

Lara e Lenisse também vieram de fora do estado para atuarem no time feminino de voleibol

Escrito por
,
em
Juntas, conquistaram o estadual em 2016

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Além de Rondônia, Minas Gerais também trouxe atletas para a BSBIOS UPF. Lara Marilia Faria, 22 anos, e Lenisse de Fátima Silva Aquino, 25, seguem o mesmo caminho de Regina, deixando suas famílias e sua terra natal para praticarem o esporte e ganharem uma oportunidade de realizar um curso superior em Passo Fundo.

Lenisse conheceu o vôlei por um acaso, sua ideia era ser jogadora de basquete. Por não ser um esporte tão difundido na região de Ibertioga, onde residia em Minas Gerais, acabou fazendo um teste no voleibol. Sua alta estatura e a surpreendente qualidade técnica fizeram o treinador da cidade vizinha, Barbacena, requisitar sua participação no time. Dois anos depois, já com 17 anos, encarou um grande desafio. A menina do interior do estado rumou até a capital para participar das categorias de base do Minas.

A chance de jogar pela BSBIOS UPF surgiu em 2014, através de um conhecido em comum entre Lenissa e o treinador da equipe de Passo Fundo, Giba. Picinim, técnico que também disputava o Campeonato Mineiro, intermediou os contatos. “Disse que tinha um time no Rio Grande do Sul que estava precisando de uma oposta e perguntou se eu queria jogar lá. Falei que minha intenção era focar nos estudos e acabei indo para ver o que ia acontecer. Ele passou meu contato pro Giba, que entrou em contato comigo”, disse Lenisse, que ainda teve uma breve passagem por Itaberito.

Chegando em Passo Fundo na parte final do ano, a atleta disputou a fase final do estadual e retornou para Minas Gerais no ano seguinte para a disputa da Superliga. Um telefonema de seu ex-treinador faria mudar de ideia novamente. “O Giba falou comigo, aceitei o convite de cara. Não tinha muito o que pensar”, conta a jogadora, que também sempre manifestou a vontade de estudar educação física.

Lenisse também foi responsável direta pela contratação da também mineira Lara, em 2016. De cidades distantes, já que morava em Sete Lagoas, se conheceram no tempo em que atuaram juntas em Itaberito. Através de um vídeo enviado ao professor Giba, um ano depois, a mineira também desembarcou em Passo Fundo. “Mudou bastante, principalmente a rotina. Quando eu estava em São Paulo conseguia ir mais vezes pra casa e aqui consegui ir uma ou duas vezes durante esses três anos”, relatou.

Antes de chegar em Passo Fundo, Lara já havia se aventurado fora do estado. Em 2011, com 15 anos de idade, arrumou as malas e rumou para São Paulo. “Foi muito bom. Tive muita experiência, vários campeonatos”, expôs. A experiência durou três anos. Com a maioridade, Lara retornou para Minas, onde conheceu Lenisse em Itaberito.

No Rio Grande do Sul, as duas já conquistaram o título estadual pela BSBIOS UPF. Aproveitando a bolsa na Universidade de Passo Fundo (UPF), Lara cursa estética e cosmética. Lenissa, por sua vez, se mantém na área esportiva até nos estudos, onde frequenta a faculdade de educação física. “Queremos ganhar títulos, independente dos campeonatos”, completou Lenisse.


Mãe de Lara

Em março deste ano o momento de maior dor e incerteza na carreira de Lara. A mãe que, mesmo de longe, sempre apoiou a prática do esporte acabou partindo e deixando um vazio enorme no coração da filha. “Minha mãe nunca me prendeu em casa. Sempre foi a favor das minhas escolhas. Pensei em desistir e voltar para minha casa, ficar mais perto da minha família, mas não era o que ela queria. O tempo inteiro me apoiou e me deu forças para continuar. Então vou continuar e fazer a vontade dela”, completou.

Treinadora e jogadora

Lenisse convive com uma rotina bem atípica. Ao mesmo tempo em que está aprendendo e evoluindo como jogadora, através do ensinamentos do professor Giba, também ocupa o cargo de treinadora. A jogadora assume o papel de técnica para comandar a equipe de medicina, contadoras e mães do Colégio Conceição – onde também é instrutura de voleibol.
“É mais fácil estar na quadra jogando, onde você está sempre solta. Lidar com pessoas é difícil, você precisa ficar dosando o que e quando vai falar. Se é para uma criança, adulto, homem ou mulher. Tudo isso você precisa ficar pensando”, brinca a polivalente esportista.

Gostou? Compartilhe