Pedalada é realizada há mais de uma década

Muitos grupos se encontram semanalmente com objetivos e propostas diferentes

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Crocodilos

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Se você mora em Passo Fundo, já deve ter visto algumas equipes de ciclismo pedalando pelas ruas. Com objetivos diferentes, semanalmente ou diariamente, diversos grupos organizam pedaladas pela cidade. Alguns se encontram para descontrair, aproveitar o ar livre com os amigos para esfriar a cabeça e se livrar dos problemas diários ou até mesmo tentar superar doenças e dores que os medicamentos não são capazes de amenizar. Por outro lado, outros alimentam o sangue de competidor, onde as pedaladas deixam de ser apenas uma diversão e se tornam treinamento para grandes torneios. Banda de Bike, Crocodilos Bike Team, Pedal da Noite, Pedal Fraco, Pedala Guria, Tomates Bike Team e Ventos do Sul são alguns dos alimentadores de uma prática que se começou há mais de uma década e se mantém até hoje.

 

Durante o fim de semana e na segunda-feira, o Jornal O Nacional apresenta uma série de reportagem sobre os grupos da cidade. Nesta edição, você conhece um pouco mais sobre um dos precursores do ciclismo na cidade, os médicos e enfermeiros que se tranformaram em Crocodilos, amigos que trocaram as motociclistas pelas bicicletas e o grupo que não possui um horário fixo para os encontros.

 

Pedal da Noite
Há 11 anos atrás surgia o Pedal da Noite, um dos primeiros grupos de ciclistas em Passo Fundo. O responsável pela criação foi Wanderley Xyko. Após perder uma filha, Xyko começou a se sentir muito sozinho, principalmente na quarta-feira à noite, quando sua esposa frequentava um centro espírita. Para escapar da solidão, o ciclista formou um grupo de amigos para pedalar neste horário. Nos primeiros anos mais de 70 integrantes participavam do Pedal da Noite, que, apesar do nome, também acontecia no sábado à tarde.

 

Com o passar do tempo, novos grupos foram ganhando cara e grande parte dos membros acabaram migrando para outras equipes. “Todo mundo cansou”, explica o fundador do Pedal da Noite. Atualmente, cerca de 20 pessoas ainda participam ativamente. O grupo se encontra fechado, não recruta mais ciclistas e não possui um horário definido para as pedaladas. De acordo com Xyko, o principal motivo para a pedalada ter ficado em segunda plano é o despreparo de alguns antigos membros. Muitos não aguentavam percorrer todo o trajeto e acabavam sofrendo com problemas. Como grupo, ainda participam do cicloturismo durante o carnaval, enquanto individualmente alguns membros participam de campeonato, mas sem representar o Pedal da Noite.

 

Crocodilos Bike Team

Ao contrário do que o próprio nome indica, os Crocodilos não vieram do pântano. Neste caso, são originários do Hospital São Vicente de Paulo, onde um grupo de amigos que trabalham no local decidiram criar o grupo há aproximadamente dois anos. Depois dos plantões na CTI Cardio, os funcionários trocavam o hospital pela estrada e por alguns quilômetro deixavam de ser médicos e enfermeiros para serem verdadeiros crocodilos, enfrentando chuva, lama e todas as adversidades da estrada.

 

"Pelas dificuldades dos trajetos, lama, chuva e distâncias dos trajetos nas estradas de chão surgiu o nome Crocodilos", explica o presidente e fundador do grupo, Gilson Almeida. A ideia inicial era apenas se aventurar pelas ruas, sem maior compromisso, mas a brincadeira acabou alcançando outro patamar e com mais de 70 integrantes, o grupo começou a participar de campeonatos. Em 2017, Gilson passou por cidades como São Miguel e Frederico Westphalen e venceu todas as nove etapas que disputou do Circuito Norte Master C. A paixão pelo ciclismo e a família de crocodilos ajudaram Gilson a superar um câncer. “Foi o melhor remédio”, completou. Além de participar de competições, o grupo segue com as pedaladas semanais. No sábado à tarde, se encontram na Praça da Mãe Preta ou na Gare para percorrerem 50km, enquanto na terça-feira pedalam cerca de 30km no turno da noite.

 

Banda de Bike

Ao contrário do que o próprio nome sugere, não é um grupo de rockeiros, cantores ou bateristas. O Banda de Bike foi formado por amigos que resolveram deixar de lado os perigos encarados diariamente na vida de motociclistas. Os veículos foram sendo vendidos e o dinheiro usado na compra de bicicletas, buscando no ciclismo um esporte mais saudável sob duas rodas. No entanto, a paixão pela velocidade continua e o grupo usa de bicicletas mais velozes para correr no asfalto. Apesar de participarem de alguns campeonatos, o objetivo principal continua sendo a diversão. Para isso, os cerca de trinta amigos se encontram pelo menos três vezes por semana para pedalar, geralmente na terça-feira, quarta-feira e nos sábados, quando dispõem de um tempo para pedais mais longos.

 

Pedal Fraco
Sem compromissos, assim o Pedal Fraco sai para pedalar. O grupo não tem um horário ou dia fixo para os encontros, que geralmente acontecem no fim de semana. Quando estão livres de suas tarefas diárias, os 12 amigos se comunicam e se encontram em algum ponto da cidade. “Nada programado”, informou um dos membros da equipe, Felipe Fontana. Alguns dos integrantes vão participar da etapa do Circuito Planalto Médio em Passo Fundo, mas a ideia principal não é competir, e sim utilizar o esporte como uma válvula de escape para arejar a cabeça.

 

Amanhã você vai conhecer os grupos Pedala Guria, Tomates Bike Team e Ventos do Sul. 

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