A força de um projeto comunitário na pandemia

Trabalho à distância e solidariedade fortalecem o retorno às quadras

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· 3 min de leitura
Alexandre Menegat: “cumprir objetivos do começo do ano”

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A pandemia do novo coronavírus travou a bola e abafou o grito das arquibancadas. Muitas incertezas também acompanham este ano atípico para o esporte. O Passo Fundo Futsal dribla as dúvidas e mantém uma fundamental unidade interna. Esta é a primeira certeza. A outra é a de que logo o som dos chutes na bola ecoarão pela cobertura do Ginásio Capinguí. O gerente de futsal, Alexandre Menegat, confirma a intenção de o clube reiniciar, gradativamente, os treinamos no início de agosto. Médico pediatra, também com especialização em medicina esportiva, ele faz uma ampla avaliação do Passo Fundo Futsal nesse momento delicado. Uma análise que começa pelas exigências determinadas pela pandemia, passa pelas ações solidárias do clube e tira a poeira da quadra preparando um reinício de atividades.

A bola parou

Na pré-temporada, o PFF fez amistosos preparatórios à Copa Regional, que iniciaria em 21 de março. Porém, cinco dias antes, o novo coronavírus paralisou todas as atividades esportivas no Ginásio do Capinguí e o elenco foi para suas casas. “O grupo passou a treinar online. Na parte física com o preparador Fernando Matzenbacher e na técnica com o Juninho. De casa, realizam a parte funcional com orientação do Fernando. A atividade tática é em grupos online, através de movimentos teóricos táticos e técnicos”, conta o gerente de futsal do time passo-fundense. Isso foi viabilizado através de uma plataforma que permite acompanhamento ao vivo através de dispositivos móveis. A ferramenta vem permitindo manter o condicionamento físico e a unidade do grupo. “São 16 atletas que estão em Porto Alegre, no Nordeste, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, completou Menegat.

Sem dispensas

Mesmo à distância, permanecem os vínculos fundamentais entre o vestiário, dirigentes e conselheiros. Os jogadores recebem os salários com um percentual reduzido nesse período. “Todos permaneceram, não houve nenhum desligamento. Eles e as suas famílias têm que sobreviver ao momento. Por isso, com certeza, estão ansiosos para voltar a trabalhar. Esse retorno até pode parecer supérfluo, mas para eles profissionais deixa de ser supérfluo e passa a ser fundamental”. De acordo com o dirigente, as perdas financeiras foram inevitáveis para o Passo Fundo Futsal neste período inusitado. “Mas o clube se mantém graças ao apoio dos patrocinadores e o aporte dos conselheiros”.

Da comunidade

Com uma estrutura estatutária diferenciada dentre as associações esportivas, o PFF tem um molde administrativo peculiar. Nesse formato os conselheiros são fundamentais, tanto para decidir como para auxiliar na manutenção. Certamente, essa condição vem sendo decisiva nesses dias. Além de manter um fluxo de caixa mesmo sem jogos, os conselheiros estão unidos em torno do PFF. Uma unidade que, além da própria sobrevivência da entidade, ainda permite a realização de várias ações sociais. “É um time feito pela comunidade e para a comunidade. Graças aos conselheiros e patrocinadores estamos conseguindo manter de pé esse projeto e a expectativa do retorno. Vamos cumprir os objetivos que foram traçados no começo do ano”, diz enfático o gerente de futsal.

A preparação para o retorno gradual e longe dos torcedores

Recomeçar exige planejamento e muita cautela nessa pandemia. Uma volta gradual foi programada para o início de agosto, mas ainda de olho no quadro da pandemia. Conforme Alexandre Menegat, já há um planejamento para a retomada. “Temos por base os protocolos da CBF, com adaptação ao futsal e à nossa realidade. São várias fases, iniciando com atividades individualizadas e depois passando para pequenos grupos. Mas para isso teremos que aplicar os protocolos utilizados nas academias, higienização de superfícies, máscaras etc. Atividades iniciais serão sem contato físico e com a progressão de acordo com os decretos municipais, até chegarmos aos treinamentos coletivos pré-competição”.

Arquibancadas vazias

“Sem público, com certeza. Isso é uma convicção”, deixa claro o dirigente sobre os jogos da Liga Gaúcha, previstos para iniciar em 29 de agosto. Mas, além das arquibancadas vazias, o Capinguí também será um isolado templo do futsal. “Não teremos ninguém circulando por lá, nem externa e nem internamente. Será sem torcida e sem família nas proximidades do ginásio”. Sobre o retorno, Menagt diz que “é viável, sim. Com todos os cuidados e aguardando a evolução (da pandemia) com bons olhos”.


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