Frigoríficos da região paralisam atividades

Em Passo Fundo, Erechim e Marau há interrupção parcial ou total das atividades nas indústrias alimentícias

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No quarto dia de paralisação dos caminhoneiros, indústrias alimentícias começam a suspender as atividades. Em Passo Fundo, a JBS deu folga coletiva aos funcionários para hoje (24) e amanhã (25). A informação foi confirmada pelo sindicato dos trabalhadores do setor, que negocia, com a empresa, o dia de trabalho dos funcionários. Em Marau, parte dos funcionários, que trabalha no setor de abate de frangos da BRF, recebeu dispensa hoje. A informação é do sindicato local.

Em Erechim, duas plantas da Aurora Alimentos, de aves e suínos, estão com as atividades suspensas. Além da cidade vizinha, todos os frigoríficos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul estão parados.  Em nota, a cooperativa informou que os estoques estão cheios e não consegue produzir uma vez que toda matéria-prima e insumos dependem do setor de transportes. Na região do Alto Uruguai, a maioria das empresas não está recebendo leite dos produtores, de acordo com a Sutraf-AU.

Posicionamento das empresas

Em resposta ao Jornal O Nacional, a JBS informou que vem monitorando os impactos da greve dos caminhoneiros e “está adotando medidas em suas operações (fábricas) e logística, que inclui a paralisação de algumas unidades de carne bovina, aves e suínos, em razão da impossibilidade de escoar sua produção. As paralisações têm como foco principal os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, e em menor escala, também em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul”.

Em nota a Aurora afirma que a suspensão foi inevitável. “A capacidade de estocagem de produtos frigorificados – de 50 mil toneladas – está exaurida. No campo, as famílias rurais são as mais prejudicadas porque o mesmo movimento grevista impede o fornecimento de ração, pintinhos, material genético, remédios etc. aos milhares de produtores rurais, colocando em risco imensos planteis de aves, suínos e bovinos. Ao mesmo tempo, impede a retirada da produção agrícola e pecuária. Dessa forma, o sistema de produção no campo e na cidade ficou asfixiado e impossibilitado de operar em face da falência de suprimentos”, informou.

A BRF não respondeu aos questionamentos de ON.

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