Jungmann: não é momento de o Brasil virar as costas a venezuelanos

Ministro da Segurança Pública lembrou que este é um país de imigrantes

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o presidente da CNA, João Martins, instalam o grupo de trabalho para debater e sugerir soluções conjuntas de combate à criminalidade no campo

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (8), em Brasília, que não vê motivo para a decisão do governo de Roraima de publicar uma portaria que interrompeu, por algumas horas, a entrada de imigrantes venezuelanos no Brasil. Segundo ele, a questão já estava judicializada e o governo tem dado todas as respostas em apoio ao estado. "O governo federalizou a questão. O que eu vejo é que há uma interferência tóxica das eleições. Isso não pode ser uma disputa eleitoral".

 

Jungmann lembrou que o Brasil é um país de imigrantes e que os venezuelanos estão vivendo uma situação dificil. Para ele, não é o momento de o Brasil virar as costas.

 

A afirmação foi feita durantre a assinatura de parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil para definir estratégias de combate à criminalidade no campo.

 

Criminalidade no campo

No encontro, Jungmann oficializou uma parceria de dois anos com a confederação que, na prática, já está em andamento. Representantes dos dois órgãos criaram um grupo de trabalho para definir estratégias de combate e prevenção dos crimes comuns, como roubo, furto e homicídios, na área rural.

 

Desde o ano passado, a CNA chegou a iniciar um levantamento de ocorrências a partir de números dos governos locais e de registros feitos por proprietários e sindicatos. Mas os dados são parciais e abastecidos por poucos estados. De acordo com a entidade, a distância entre essas propriedades e as delegacias e a falta de conscientização da importância do boletim de ocorrências para dados estatísticos explicam parte da subnotificação, enquanto relatos não oficiais revelam um cenário que confirma que o problema de segurança pública extrapolou os limites urbanos.

 

Em 45 dias, os representantes do ministério da Segurança Pública e da CNA que integram esse grupo terão que apresentar um relatório final sobre quais as medidas podem ser adotadas para combate e prevenção da criminalidade no campo. Até agora, o mapeamento, batizado como Observatório da Criminalidade da CNA, aponta que 82% das ocorrências referem-se a roubos e furtos e mais da metade dos crimes ocorre em propriedades de pecuária de corte e leite. O atrativo dessas organizações tem sido máquinas, insumos, como adubos e defensivos, e itens da própria produção, como sacas de café e animais reprodutores valiosos.

 

Jungmann garantiu um assento da CNA no Conselho Nacional de Segurança Pública, a ser instalado até o final do ano para colocar em prática o Sistema Único da pasta e anunciou que parte da equipe da Área de Segurança será segmentada para focar especificamente no setor do agronegócio na tentativa de desarticular esses crimes. Agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal também terão um braço no apoio ao setor.

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