Estado produz 36 mil hectares de erva-mate

São 14 mil famílias trabalhando com a atividade e 230 indústrias ervateiras processando a erva

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· 2 min de leitura
Desenvolvimento e unificação do setor foram assunto no quarto dia de Expodireto

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Indícios históricos apontam que os descobridores do uso da erva-mate são os índios guaranis do nordeste da Argentina, no século XVI. Passando de mão em mão, em dia quente ou frio, o chimarrão é o companheiro diário de milhares de pessoas ao redor do mundo. E no quarto dia de Expodireto não foi diferente. Nesta quinta-feira (14), a feira sediou o 12º Fórum Florestal do Rio Grande do Sul, que contou com um painel setorial sobre erva-mate, discutindo o desenvolvimento e a unificação do setor.

 

Atualmente o estado conta com cinco grandes polos ervateiros: Polo Planalto – Missões, Polo Alto Uruguai, Polo Nordeste Gaúcho, Polo Alto Taquari e Polo dos Vales. Juntos, eles totalizam cerca de 36 mil hectares de erva-mate implantados. São 14 mil famílias trabalhando com a atividade no estado e 230 indústrias ervateiras processando a erva. Com a exportação crescente, a erva-mate está presente na forma de consumo em 120 países e a quantidade exportada por ano é 35 mil toneladas.
Ilvandro Barreto de Mello, assistente técnico regional e responsável da área de erva-mate na Emater, disse ser uma satisfação realizar mais uma edição do fórum durante a feira, que deu um destaque significativo para o assunto. “A estrutura e a quantidade de ervais implantados no estado já atende a demanda e o que precisamos é um trabalho forte em termos de qualidade”, destacou.

 

Buscando melhorias, a Emater oferece cursos de boas práticas agrícolas para os produtores. São 35 profissionais atuando na orientação e mais de 140 trabalhadores já treinados para a fabricação de erva. “A tendência do setor ervateiro é sair do seu histórico tradicional, que foi o extrativismo, e ser um setor que cresce a passos mais largos. A erva-mate está ocupando um cenário importante no mapa mundial em relação a produtos naturais pelas suas quantidades significativas de princípios ativos”, pontuou Ilvandro, informando a presença do produto em 120 países. “A intenção é avançar na divulgação”.

 

O fórum contou com a participação do presidente da Apromate, Clairton da Fonseca; do presidente da Sindimate, Álvaro Pompermayer; do presidente da Ibramate, Alberto Tomelero; da professora e pesquisadora Alice Valduga; e do gerente técnico Estadual Emater/RS-Ascar Rogério Mazzardo.

 

Qualificação
Mazzardo destacou a necessidade de que se busque a qualificação de toda a cadeia, desde a produção da muda até quando o produto chega na gôndola do mercado. “O principal trabalho que nós temos hoje sob coordenação do Programa Gaúcho de Valorização da Erva-mate são as boas práticas da produção agrícola desde a produção da muda, a introdução do plantio, a condução dos ervais, a colheita, o transporte e o processamento. Além disso, as boas práticas de fabricação que a Secretaria Estadual de Saúde, através de portarias, instituiu para o processo de fabricação da erva-mate. Nós viabilizamos estes cursos para as indústrias ervateiras qualificarem seus funcionários, assim como dias de campo, unidades de referência tecnológica, na busca da qualificação de todo o setor”, destacou Mazzardo.

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