Todas as regiões do estado são classificadas em bandeira vermelha no mapa preliminar

Essa classificação é inédita para todo o estado

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Mapa definitivo será divulgado segunda-feira (30) (Imagem: Divulgação)Mapa definitivo será divulgado segunda-feira (30) (Imagem: Divulgação)
Mapa definitivo será divulgado segunda-feira (30) (Imagem: Divulgação)
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“O Rio Grande do Sul passa pelo momento mais crítico da pandemia de coronavírus”, afirma o comunicado do governo estadual com a classificação preliminar da 30ª rodada do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira (27/11). Pela primeira vez, todas as 21 regiões Covid estão em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto). O número de pacientes internados em leitos clínicos e em UTIs atingiu o pico da série histórica.

Esta é a terceira semana em que Passo Fundo é classificada preliminarmente na bandeira vermelha. Na primeira, o recurso foi aceito e a região seguiu em laranja. Nesta semana o recurso foi negado e a região já está em bandeira vermelha. Devido à cogestão, a região segue adotando protocolos de bandeira laranja. 

O Estado aceitará pedidos de reconsideração à classificação de risco até as 6h de domingo (29/11). O mapa definitivo será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (30/11). A vigência das bandeiras da 30ª rodada começa à 0h de terça-feira (1°/12) e se encerra às 23h59 de segunda-feira (7/12).

Indicadores

Passo Fundo está entre as regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, com 79 internações. As demais regiões são Porto Alegre (238), Caxias do Sul (128), Novo Hamburgo (74) e Canoas (62).

Passo Fundo alcançou bandeira preta em dois indicadores específicos da região: número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes e projeção de óbitos. Os indicadores do número de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias e do estágio de evolução da doença obtiveram bandeira amarela e laranja, respectivamente, de acordo com a nota técnica que justifica a classificação.

Os registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos 7 dias caíram 7%, passando de 85 para 79 registros nesta semana. Por outro lado, houve crescimento de 44% nas mortes, com 13 óbitos nos últimos sete dias, contra nove na semana anterior. "A região registrou 1.148 ativos para 2.557 recuperados, representando uma pequena melhora no valor dado pela razão em comparação a semana anterior", segundo a nota.

A publicação destaca que "além do aumento, a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira preta para o indicador de incidência na região".

Estado

Na quinta-feira (26/11), o Estado chegou a 1.183 pacientes hospitalizados por conta do coronavírus e a 775 pessoas internadas em leitos de UTI. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 13% nos pacientes confirmados por Covid-19 internados em UTI, houve nova redução de leitos livres, chegando ao menor nível desde o início do Distanciamento Controlado: 0,67.

O quadro fez com que o indicador específico que mede a capacidade de atendimento do Estado como um todo recebesse a classificação de risco altíssimo (bandeira preta), cenário que se repete em cinco das macrorregiões (Metropolitana, Serra, Missioneira, Centro-Oeste e Norte).

Houve uma piora em diversos indicadores ao longo da última semana. O número de casos ativos para doença cresceu 13% e ultrapassou a marca de 21 mil pessoas que testaram positivo apenas nesse período.

Pela primeira vez, ao menos três regiões tiveram média ponderada que as aproximou da classificação final em bandeira preta: Bagé, Erechim e Uruguaiana. Além da situação piorar em toda a macrorregião Norte, Erechim foi a única que alcançou classificação de risco máximo nos quatro indicadores regionais.

A situação piorou significativamente no último mês. De 30 de outubro a 26 de novembro, os indicadores apontam elevação de 26% (de 830 para 1.047) no número de hospitalizações confirmadas pela doença e aumento de 30% (de 712 para 928) de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Além disso, o número de internados em leitos clínicos com coronavírus cresceu 54% (de 768 para 1.183) e o número de óbitos subiu 31%, de 211 para 276.

Notícia atualizada às 18h16

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