Você já ouviu falar em babá para animais de estimação?

A procura pelo serviço tem crescido na região e é uma alternativa de cuidado mais confortável para o bichinho, enquanto o tutor está ausente

Escrito por
,
em
O serviço é realizado a domicílio e se adapta à necessidade de cada animal

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Cada vez mais, os animais de estimação têm ganhado um grande espaço no coração e no orçamento dos tutores. Considerados parte da família, a atenção dedicada a eles não poderia ser muito diferente daquela cedida a filhos humanos: os cuidados são constantes e deixá-los sozinhos por períodos muito longos de tempo não é uma opção. Nesse cenário, algumas possibilidades têm surgido no mercado. Além dos hotéis para mascotes, uma alternativa já conhecida, outra um tanto mais recente vem ganhando espaço: os pet sitters, termo designado às babás de animais de estimação.

Embora ainda não seja tão difundido como os serviços de hotelaria e de passeadores de cães, o pet sitting tem crescido nos últimos anos como uma opção mais confortável para o animalzinho, que sofre um grande estresse ao ser retirado por muito tempo do lar ao qual está habituado. Neste caso, o serviço é feito a domicílio, ou seja, a babá vai até a casa onde o animal mora, para que o desconforto causado pela mudança de ambiente e rotina sejam evitados, ao contrário do que poderia acontecer caso este fosse levado a um hotel. A visita pode ser feita de maneira breve, apenas para alimentá-lo, ou durar algumas horas, para dar a ele um pouco mais de carinho, diversão, diminuindo a ansiedade causada pela separação com seu tutor.

Formada em Estética e Cosmética, Luana Dornelles decidiu trocar os pincéis de maquiagem por guias de passeio e petiscos e hoje é uma das pet sitters que oferece o serviço em Passo Fundo de maneira independente. Ela conta que já trabalhava com animais há algum tempo prestando os serviços de babá e passeadora para amigos e familiares, mas no início deste ano decidiu oficializar a tarefa como uma forma de negócio e oferecer os cuidados fora de horário comercial, por meio da sua própria empresa, a Bichos. “Tanto no serviço de pet-sitter quanto de dogwalker, é sempre a domicílio. Eu busco e entrego os cães em casa quando passeio com eles e o passeio dura em torno de uma hora, mas tudo depende da raça e da necessidade - alguns não podem passear por tanto tempo, como os cães de focinho mais achatado, por exemplo. As visitas domiciliares são combinadas com cada cliente. De acordo com a necessidade do animal e de acordo com o desejo do tutor, também sem tirá-lo de casa. Eu me adapto completamente à rotina deles. Se necessário, no caso de pets mais idosos, que tomam medicamento controlado, que têm horário certinho ou que sofrem muito com a ansiedade pela separação com o dono, eu posso pernoitar na casa do cliente”, explica.

Ao explicar como o serviço funciona, Luana conta que, antes de ficarem sozinhas com os animais, as pet-sitters costumam realizar uma visita à casa do cliente, com a presença do tutor e do animal, para que elas possam então se apresentar a ambos. Depois disso, é feito um checklist com alguns dados importantes sobre o animal em questão. “Preciso saber se ele é vacinado, para poder sair com ele na rua; se apresenta algum comportamento de agressividade quando está passeando, para eu tomar algum cuidado mais específico; dentro de casa qual é a rotina dele, o que come, o horário que come, qual é o brinquedo preferido, se pode subir na cama ou não... Toda a rotina certinha do animal para eu seguir como se fosse a rotina dele com o tutor. Eu sou apenas uma substituta, o que mais importa é manter tudo no ambiente o mais parecido possível com a rotina que ele tem normalmente, para ele não sofrer com a rotina de separação”.

Mercado em expansão

Em Passo Fundo, ainda de acordo com a babá, a procura por esse tipo de serviço teve uma crescente significativa nos últimos anos, especialmente na época de férias e nos feriados prolongados. “As pessoas têm procurado bastante e cada vez mais se conscientizam do quanto são serviços importantes e que fazem diferença na vida dos animais, porque eles realmente precisam dessa rotina de passeio e sofrem bastante quando o tutor está ausente de casa. Eles têm feito parte da família, então as pessoas procuram e se preocupam mais”. Quanto às espécies de animais, Luana diz que a procura maior é sempre para cuidar de cães e gatos, mas que qualquer animal de estimação pode receber o atendimento. “A maioria dos clientes são cães, porque eles demonstram sofrer mais. As pessoas ainda têm aquela ideia de que gato é mais independente, não sente saudades, não sofre... Mas eles sofrem sim com a separação do tutor e com a alteração de rotina. Principalmente os gatos, tirá-los de casa é muito ruim para eles. Peixes, passarinhos, roedores, todos merecem carinho e cuidado, então eu cuido de todos esses animais domésticos e de estimação”.

Gostou? Compartilhe