OPINIÃO

Nota de conjuntura

Por
· 2 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

A explosão no porto de Beirute, capital do Líbano, acendeu o alerta geopolítico da região, principalmente pelo depósito com cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância que possui um histórico curioso em atentados e acidentes. A explosão que dizimou o principal porto do Líbano ocorreu na mesma semana em que o Tribunal Especial do Líbano, criado por um mandato das Nações Unidas e localizado nos arredores de Haia, na Holanda, emitiria o seu veredito sobre os terroristas que mataram Rafik Hariri, figura política proeminente do Líbano, no atentado de 2005. O veredito, em virtude da explosão, foi adiado. Muitas questões permanecem em aberto. O armazenamento de um produto considerado sensível, inclusive em termos geopolíticos, por longos seis anos, é no mínimo, curioso. O futuro do Líbano é preocupante. A renúncia de Hassan Diab, primeiro-ministro, na sequência da explosão e dos protestos massivos nas ruas de Beirute, abre outra incógnita. Com situação econômica delicada e cenário político instável, o Líbano dependerá muito de seus aliados estrangeiros.

Etanol

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi taxativo em coletiva de imprensa no início desta semana, ao mencionar o etanol norte-americano. Trump pressiona pela eliminação da cota das importações brasileiras e também da tarifa. Acima de 750 milhões de litros, o imposto de importação é de 20%. Sem ceder gratuitamente, o Brasil deveria tomar postura pragmática, solicitando inclusive a diminuição das tarifas de importação do açúcar brasileiro, pelos americanos. Trump nunca negou a sua postura protecionista. Com a preferência pelo petróleo, sobram mercados ao etanol americano. Agradar o forte lobby dos produtores americanos é estratégia eleitoral de Trump.

Eleições americanas

As eleições americanas representam um importante marcador geopolítico, inclusive para o Brasil. Nessa semana, Joe Biden anunciou a sua vice Kamala Harris, Senadora americana. O nome agrada um eleitorado estratégico para Biden. Trump, por seu turno, tem utilizado a política externa como forma de agradar o seu eleitorado. O etanol é um exemplo. Nas pesquisas, Biden vai liderando nos colégios eleitorais mais numerosos. Há ainda muitos Estados indefinidos. Cada semana até novembro será crucial.

Passo Fundo

Chama atenção a balança comercial do município, no mês de julho. O mês bateu o recorde de exportações de Passo Fundo, da última década. Embaladas pela participação expressiva da soja (88%), as exportações de julho fecharam na ordem de 236 milhões de dólares, lembrando que junho ficou em 118 milhões de dólares. A variação cambial tem ajudado muito.

Arroz

Chama a atenção, ainda, nas exportações do município, a participação do arroz. Em 2019, a participação do arroz nas exportações representou (0,23%), com 2,7 milhões de dólares. Em 2020, a participação já alcançou a marca de (1,4%) com quase 12 milhões de dólares. O aumento abrupto do volume exportado de arroz praticamente se deu nos meses de junho e julho.

Gostou? Compartilhe