OPINIÃO

Teclando - 02/09/2020

Posto Esso Moron

Por
· 2 min de leitura

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Posto Esso Moron

Lá por 1976, quando ingressei na Faculdade de Direito da UPF, o meu amigo Jorginho Figueiredo Ramos levou-me ao Posto Esso Moron. Três anos depois, vim de mala e cuia para Passo Fundo, quando o meu Dodge Polara foi recebido no posto mais central da cidade. Encontrei ali um importante referencial, num indispensável ponto de convergência da sociedade passo-fundense. Logo ganhei a amizade do Léo e de toda a sua equipe. O tempo passou, o Dodginho já era carro antigo e teve substituições. Mas eu jamais troquei de posto. Ali abastecia, lavava, calibrava pneus e, na correria, deixava a chave e o carro, pois a turma sempre dava um jeito. No andar do tempo o Léo se foi muito cedo, mudou a bandeira do posto e veio a conveniência. Mas para Passo Fundo sempre foi o Posto do Léo ou o Posto Esso Moron. Surgiram muitas novidades, já sob a batuta da Doli e do Dudu. Apesar de enfrentar as adversidades vindas de absurdas restrições locais, o posto nunca perdeu o seu brilho. Aliás, um charme digno da mítica esquina da Moron com a Capitão Eleutério. Já sofrendo com as proibições de um lado, houve instabilidades para o segmento e, então, chegou a pandemia para determinar o fechamento do nosso Esso Moron. Lá se vai um lindo pedaço da minha intimidade com a cidade. Agora, é difícil traçar onde haverá convergência social similar. É impossível imaginar Passo Fundo sem o Posto Esso Moron. No mínimo, é muito triste.

Fernando de Castro

A grande novidade na campanha eleitoral de 2020 não estará nem na lista de candidatos e nem nos números obtidos pelos partidos. A surpresa ficará por conta dos bastidores. Sim, o nosso querido Fernando de Castro já está arregaçando as mangas e vai entrar com tudo nessa eleição. E, pelo que eu conheço da figura, sob a sua regência artística, podemos nos preparar para ver muita criatividade e inovações. Isso é o mínimo que eu espero do Fernando. Até porque, não importa o pleito da vida, esse cara sempre teve o meu voto.

Mistérios do Batatas

O Batatas fechou. Temporariamente, é claro. Caso típico de fechado para reforma. Reforma? Como assim? O que acontece por trás da cortina de ferro do Batatas é uma incógnita. Dizem que por lá surgiu uma caverna, onde o Zé Tendeu incorpora um agitado personagem pré-histórico. Outros falam na instalação de mais um banheiro. Ora, de acordo com meus imprecisos cálculos, mais um banheiro significaria uma ampliação de 88,9% na área da casa. Será? Mistérios, mistérios...

Abusados ambulantes

Entre o legal e o ilegal, flutua o permissível. É algo aceitável, pois nos remete aos tempos em que a expressão ‘tolerância’ carregava carinho e cuba libre. Mas na atualidade prevalece apenas o abuso. E os ambulantes andam muito abusados. Além da obstrução do espaço público, surgem alguns que já podemos classifica-los como ‘pré-estabelecidos'. Têm balcões improvisados e locais fixos. Sim, ambulantes que não se locomovem. Ah, uns até têm privilégios e contam com estacionamento privativo em plena área azul. Então temos ambulantes fixos, estabelecidos e abusados.

Fake news?

Falam por aí (o bom do por aí é que ele não tem localização) em tributar livros. Ora, piada pronta e de péssimo gosto. Seria algo desgovernado em fluxo contrário ao do incentivo à leitura. Seria como um banho de água fria em campanhas para formação de leitores ou eventos literários. Representaria uma facada com lâmina infectada de ignorância nas costas da sociedade. Livros mais caros, livros mais raros. Ou seja, inacessíveis aos mais pobres. Será que já vigora alguma lei que restringe a leitura apenas para aqueles com um bom saldo bancário? Ah, deve ser mais uma fake news. Só pode.

Iracélio

De mal com o rebanho, Iracélio largou essa na mesa dois do Oásis “Eu não sou daqueles que atiram lenha na fogueira. Eu boto fogo na lenheira”.

Trilha sonora

Andy Williams - The Shadow of Your Smile


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