OPINIÃO

O momento tão esperado pelo mercado imobiliário

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Que esta é a melhor fase, em anos, para o mercado imobiliário ninguém duvida! Após períodos muito difíceis, marcados por grande instabilidade política e econômica, o segmento finalmente toma o fôlego que precisava para encarar um ano atípico e extremamente desafiador para grande parte da população. Olhando de longe, fica até difícil acreditar que algo de bom possa existir em meio a uma crise generalizada. Por outro lado, a ascensão do mercado imobiliário também tem grande relação com os efeitos sociais e econômicos causados pela pandemia.

A impossibilidade de sair para trabalhar, de vivenciar momentos fora de casa, junto aos amigos, viajando, conhecendo novos lugares, ativou no consumidor final a necessidade de ter dentro de casa espaços específicos para cada função. Espaço adequado para as crianças brincarem, espaço exclusivo para home office, espaço para relaxar em um final de tarde junto à família, são alguns exemplos de critérios que se tornaram decisivos após a pandemia, na hora de escolher um lugar para morar.

A fragilidade financeira também está pesando na tomada de decisão de muitas pessoas. Ter um imóvel próprio sempre foi sinônimo de segurança financeira e, agora, não seria diferente, inclusive para o público investidor que perdeu rentabilidade em outras aplicações. Isso porque a crise do novo coronavírus afetou em cheio a economia, ajudando a despencar a taxa Selic que há meses se encontra estagnada em 2% a.a.. Com esse cenário, o mercado imobiliário, que sempre foi tido como uma ótima opção para diversificar investimentos, hoje, se destaca frente à outras aplicações como a maior e mais valiosa oportunidade para continuar investindo com segurança e rentabilidade.

A predisposição do público, tanto final, quanto investidor, casou muito bem com as condições oferecidas pelo mercado. Além da maior intenção de compra, também estamos acompanhando um movimento muito positivo em relação a oferta de crédito que não só está abundante, como ainda apresenta taxas de juros muito atrativas, partindo de 6,9% a.a..

Tudo isso tem se convertido em números históricos para o mercado imobiliário. Dados do Fipezap mostram que no segundo trimestre deste ano, enquanto o PIB sofreu uma queda de 9,7%, as atividades imobiliárias subiram 0,5% no país. O número de financiamentos imobiliários também impressiona. Somente no mês de setembro, houve um crescimento de 10,2% na contratação financiamentos SBPE, segundo a ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Uma alta de 70,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. Na série histórica, iniciada em 1994, esse é o maior volume registrado no mês de setembro.

Trazendo especificamente para a nossa região, os números também já superam as expectativas levantadas no início do ano. Por aqui, vimos a busca por imóveis à venda aumentar ao ponto de equiparar à busca por locação, setor que naturalmente movimenta um volume maior de clientes. Quanto a efetivação dos negócios, mesmo mantendo o ticket médio, o número de imóveis vendidos no mês de setembro disparou e inclusive mais que dobrou em relação ao mesmo período dos últimos dois anos. Algo que ilustra bem a movimentação do consumidor de classe média e de investidores no mercado imobiliário.

Por isso acredito que agora é hora de olhar para o futuro e acreditar em todas as possibilidades que estão por vir. Tudo o que está acontecendo com o mercado imobiliário neste ano abre um ciclo que de ótimas oportunidades que, contando com um cenário político e econômico estável, devem gerar resultados surpreendentes por pelo menos os próximos 2 anos.  

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