“Ele não tinha inimizade com ninguém, não tinha antecedentes criminais”

Familiares buscam explicações de triplo homicídio em Passo Fundo

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A tarde foi de tristeza para familiares e amigos de Ketlin Padia dos Santos, 15 anos, da tia dela, Jennifer Padia dos Santos, 26 anos, e do pai da adolescente, Alessandro dos Santos, de 34 anos. Eles foram vítimas de um triplo homicídio na noite de terça-feira, em Passo Fundo. Os corpos estão sendo velados na capela mortuária do bairro São José. O sepultamento vai acontecer na manhã desta quinta-feira, às 9 horas, no Cemitério Santo Antônio.

A Polícia Civil passou o dia ouvindo informalmente vizinhos e checando informações para tentar esclarecer a autoria e os motivos do triplo homicídio.

Familiares mostraram muita inconformidade com o brutal assassinato. Nair Terezinha dos Santos, 66 anos, é mãe de Alessandro e estava muito emocionada, “Queremos justiça pelo que fizeram com meu filho”, disse. Ela contou que seu filho trabalhou nos últimos oito anos na empresa de transporte urbano, Transpasso, fechada recentemente, e que era uma pessoa muito querida pelos seus colegas de trabalho. “Ele não tinha inimizade com ninguém, não tinha antecedentes criminais, e se dava muito bem com os colegas”, disse ela. A mãe ainda contou que recentemente havia conversado com sua neta, Ketlin, sobre Alessandro ter reatado o relacionamento com a companheira, e estar morando novamente com a família. “Ela estava feliz pelos pais terem reatado o relacionamento. Ele tomou essa decisão pois queria passar mais tempo com a família”, comentou.

Os amigos de Alessandro também estavam muito abalados. Depois que ele saiu da Transpasso, passou a trabalhar com o amigo Amauri Sechet, 35 anos, no ramo da construção civil. Ele comenta que foi uma alegria muito grande voltar a morar com a esposa e a filha. “Ele estava feliz que sua filha iria completar 15 anos, e estavam planejando uma festa”, disse ele. O amigo ainda comenta que Alessandro tinha uma vida social bastante ativa e que não tinha inimizades. “Ele jogava futebol, trabalhava e pescava com a gente, frequentava a minha casa. Quando eu precisava dele, ele vinha na hora. Eu não acredito que isso aconteceu com ele”, comentou.

Como foi

Na terça-feira, por volta das 21h 30 a Brigada Militar foi acionada por vizinhos para averiguar uma situação anormal em uma residência da rua Ernesto Ferron, bairro Edmundo Trein. Ao chegar no local foi constatado que três pessoas haviam sido mortas por asfixia.

Ketlin Padia dos Santos, 15 anos, a tia dela, Jennifer Padia dos Santos, 26 anos, e o pai da adolescente, Alessandro dos Santos, de 34 anos, foram encontrados já sem vida, e com lacres plásticos amarrados no pescoço.

Na residência ainda estavam três crianças, com idades entre 1 e 5 anos. Uma das crianças foi quem saiu da casa e pediu socorro aos vizinhos, explicando que sua mãe, o tio e a uma prima haviam sido mortas.

Aos vizinhos a criança relatou que dois homens haviam entrado na residência, e depois de conversar com seus familiares, eles pediram para que as crianças saíssem do cômodo e apagassem a luz, permanecendo viradas para a parede.

No terreno há duas casas, onde viviam três gerações de uma mesma família, totalizando oito pessoas. Eles moravam no local desde o mês de janeiro. Jennifer (mãe das três crianças) foi encontrada sem vida na cozinha, Alessando e Ketlin (pai e filha) foram encontrados sem vida em outro cômodo.

Os agentes da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos de Passo Fundo fazem diligências para buscar informações que possam ajudar nas informações que ajudem a elucidar o caso.

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