Energia é reestabelecida em presídio após um mês de racionamento

Um gerador a base de diesel foi alugado para abastecer a casa prisional nesse mesmo período

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Com racionamento de luz por mais de um mês, a energia do Presídio Regional e do Instituto Penal de Passo Fundo foi reestabelecida ontem (06), depois da troca dos cabos da rede elétrica. Ainda em abril, a penitenciária ficou sem luz devido a uma sobrecarga na instalação elétrica. Desde então, um gerador a base de diesel foi alugado e abasteceu o estabelecimento, até que houvesse a troca do material danificado. O valor pago à empresa que alugou gerador não foi divulgado.


Nesse período os funcionários trabalharam sem auxílio dos monitores de câmera de monitoramento, o que demandava mais atenção dos agentes, que, segundo informações extraoficiais, precisavam se posicionar próximo das janelas e nas guaritas, para evitar que os detentos do regime fechado serrassem as grades e fugissem.


Já na área do semiaberto, onde os detentos saem para trabalhar e retornam até as 20h45, não ocorreram lançamentos de entrada e saída nas noites que faltou luz, tornando impossível a conferência do efetivo carcerário no sistema. Ainda há relatos de que foi necessária a utilização de lanterna para realizar a verificação dos apenados.


De acordo com o diretor do presídio, Renato Garlet, apesar dos problemas com a falta de iluminação, não houve grandes transtornos. “Nós solicitamos a troca dos cabos e acabou demorando mais do que prevíamos´, porque o material não chegou dentro do prazo, devido a paralisação dos caminhoneiros. Nesse período, racionamos energia durante o dia, para que pudéssemos utilizar a noite”, esclarece.


Ainda, conforme o diretor do regime fechado, para que o episódio não se repita, foi realizada uma solicitação para reforma na estrutura elétrica prevista para os próximos meses, mas não soube informar exatamente o seu início. “Temos um prédio construído para comportar 300 presos, mas a lotação chega a 700, hoje, sem contar o regime aberto. Então, à noite, temos cerca de mil detentos utilizando energia, o que causa essa sobrecarga”, esclarece. Já o Ministério Público informou que uma ação civil pública foi movida contra o Estado para reforma completa da rede elétrica e o processo está em andamento.

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