Passo Fundo retoma classificação de bandeira laranja

Região chegou a ser classificada com a vermelha no mapa preliminar apresentado pelo governador Eduardo Leite, na última sexta-feira; no entanto, na tarde de ontem, o Estado aceitou recurso protocolado pelo Município

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Luciano Breitkreitz/ON

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A região de Passo Fundo retornou à classificação de bandeira laranja no plano de distanciamento controlado implementado pelo Governo do Rio Grande do Sul. As bandeiras definitivas, que vigoram até o dia 13 de julho, foram anunciadas pelo governador Eduardo Leite na tarde dessa segunda-feira (6). No último sábado, um dia após a divulgação do mapa preliminar que apontava a permanência da região de Passo Fundo na classificação vermelha, os municípios da região apresentaram um recurso ao governo, contestando a decisão. Após análise, o Estado acatou à solicitação e autorizou que, a partir desta terça-feira (7), Passo Fundo volte a adotar os protocolos da bandeira laranja.

No documento apresentado, os municípios pertencentes à região de Passo Fundo reuniram dados atualizados sobre o índice de óbitos, ocupação de UTIs e número de recuperados, que seriam diferentes dos utilizados pelo Estado. Os municípios também questionaram o critério de arredondamento adotado pelo governo no cálculo das bandeiras. Desta vez, embora o mapa apontasse que Passo Fundo havia demonstrado piora em dois indicadores de Propagação da Covid-19, o recurso protocolado pela região foi aceito. De acordo com Eduardo Leite, o Estado reconsiderou o fato de a região ter ampliado a disponibilidade de leitos hospitalares de UTI (de 51 para 69), melhorando os indicadores referentes à Capacidade de Atendimento. Além disso, ainda segundo o governador, a região também alcançou certa estabilidade no número de óbitos (de 10 para 12), sem uma tendência de aumento alto e constante. 

Momento crítico 

Apesar da flexibilização em algumas regiões, durante a transmissão, Leite voltou a afirmar que o Estado passa pelo momento mais crítico – desde domingo, está na 28ª semana epidemiológica, quando historicamente a rede de saúde gaúcha registra aumento de demanda por doenças respiratórias e outras agravadas pelo frio e pode haver sobrecarga com os casos de Covid-19. “Está nas nossas mãos termos menos restrições às atividades econômicas e que essas restrições se deem em tempo e proporção menores. Estamos passando, nos próximos 15 dias, pelo momento mais sensível, mais difícil, especialmente na Região Metropolitana, devido a um aumento constante e persistente dos casos de coronavírus e de internações em leitos de UTI. Por isso, pedimos que nos ajudem, cumprindo os protocolos, especialmente nessas próximas semanas”, afirmou o governador.

O que apontava o mapa preliminar

Conforme os dados coletados até o dia 2 de julho, entre os indicadores que manteriam a região sob a bandeira vermelha estava um aumento de 35% no registro de hospitalizações em relação à semana anterior. Conforme o Estado, a mesma situação era verificada para o número de internados em leitos clínicos com Covid-19, que havia passado de 40 para 55 pessoas. Embora tivesse aumentado o número de leitos de UTI livres na região de Passo Fundo, de 27 para 48 unidades, a razão do número de leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por pacientes Covid-19 apresentava patamar de 2,09, o que colocava a região em bandeira vermelha nesse indicador. Passo Fundo e municípios próximos somaram 457 casos ativos na última semana frente a 771 casos recuperados nos 50 dias antes do início da semana, o que novamente representava bandeira vermelha no respectivo indicador. Aliado a isso, no quesito de óbitos a região apresentava bandeira preta, uma vez que as 12 mortes registradas ao longo da semana, quando projetadas, apontam o valor de 17,9. A justificativa dada pelo Município na apresentação do recurso era de que esses dados estariam desatualizados.

Seis regiões mantêm bandeira vermelha

Com a piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da ocupação de leitos, a atualização preliminar da 9ª rodada do Distanciamento Controlado indicava que 10 regiões apresentavam risco alto para contágio do novo coronavírus e, por isso, receberiam bandeira vermelha. Durante o fim de semana, porém, o governo do Estado recebeu 37 pedidos de reconsideração nos dados utilizados para definição das bandeiras. Após análise dos recursos, quatro solicitações foram aceitas e, assim, o número de regiões classificadas com a cor vermelha caiu de 10 para seis. Além de Passo Fundo, voltaram para a bandeira laranja as regiões de Erechim, Caxias do Sul e Taquara. Por outro lado, medidas mais restritivas, pertencentes à bandeira vermelha, foram mantidas nas regiões de Palmeira das Missões, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Canoas, Capão da Canoa e Pelotas. O Estado segue sem registro de bandeira preta (risco altíssimo), mas, pela primeira vez, nenhuma região foi classificada em amarelo (risco baixo).

O que pode voltar a funcionar em Passo Fundo
A bandeira laranja permite a adoção de medidas menos restritivas para a retomada das atividades econômicas na região. Assim, a partir desta terça-feira, podem voltar a funcionar em Passo Fundo estabelecimentos considerados não-essenciais, como: comércio de rua, centros comerciais, shopping centers, restaurantes, padarias, bancos, lotéricas, imobiliárias, academias, clubes sociais e esportivos, igrejas, templos, serviços de advocacia e contabilidade. A lista completa de estabelecimentos, com as respectivas regras para operação e limite de atendimento – conforme estava em vigor até o fim de junho –, está disponível no site da Prefeitura de Passo Fundo.
Por outro lado, continua vedada a abertura e o funcionamento de: teatros, museus, centros culturais, bibliotecas e cinemas; exposições públicas ou privadas e congressos e seminários; casas noturnas, pubs ou similares; entidades tradicionalistas, entidades de representação sindical ou de categorias; brinquedotecas, espaços kids, playgrounds e espaços de jogos. Os parques da cidade seguem fechados e a orientação é de que as pessoas não se aglomerem em espaços públicos como praças, caminhódromo e ciclovia.


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