Codiv-19: BM de Passo Fundo tem nove policiais afastados

Pelos menos cinco deles já testaram positivo, os outros aguardam resultado do exame. Índice de contágio não tem reflexos no policiamento ostensivo

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A chegada do inverno no Rio Grande do Sul trouxe para o comando da Brigada Militar em Passo Fundo uma preocupação redobrada em relação a contaminação de Covid-19 dentro da corporação. Os primeiros casos no município começaram a aparecer no mês de junho, mas eles estão ganhando volume no mês de julho. Segundo o comandante do 3º RPMON, tenente-coronel Volnei Ceolin, nove servidores estão afastados por conta do Covi-19. Pelo menos cinco deles já foram confirmados com o vírus, e outros quatro ainda aguardam o resultado do exame. 

O comandante destacou que, apesar do afastamento dos policiais, ainda não há um indicador de que a cidade, ou mesmo a região de Passo Fundo, tenha o policiamento ostensivo afetado por conta das contaminações. “Os servidores que apresentaram os sintomas são afastados e aguardam o período de 14 dias em casa. Aqueles que tiveram contato direto com os suspeitos são colocados em observação, para ver se apresentam os sintomas. Caso não apresentem, são reintroduzidos na atividade policial”, comentou ele.  

Férias suspensas

Segundo Ceolin, a partir de 15 de março, a Brigada Militar começou a expedir alguns protocolos internos por meio do gabinete de crise em Porto Alegre. As recomendações são voltadas especialmente para utilização na proteção individual de cada servidor. 

Inicialmente, todas as férias dos servidores foram suspensas por 45 dias. Em seguida, foi determinado que cada servidor deve possuir álcool para fazer a higienização individual. Também foram colocadas à disposição máscaras, protetores faciais de acrílico e luvas.

Outra preocupação era com o contágio dentro das viaturas. “Não havia meios de se evitar completamente o contato físico com a população, pois há necessidade de abordagens, de efetuar prisão, e de conduzir até o presídio”, disse o comandante. Para resolver essa situação, a BM procurou empresas fornecedoras de material para higienização dos veículos. O comando também decidiu suspender grandes operações para evitar aglomerações de pessoas e reduzir os riscos de contágio do efetivo. 

Casos suspeitos

Os casos suspeitos de contaminação são afastados imediatamente. 

“Temos em Passo Fundo um capitão médico que acompanha individualmente cada caso. Quando há uma confirmação, ele é imediatamente afastado até o período de recuperação. Um termômetro digital foi colocado à disposição para monitorar a temperatura individual quando os servidores entram em serviço. E se a temperatura apresentar alteração, ele é imediatamente afastado e colocado à disposição da equipe médica para que seja feita a investigação”, disse o tenente-coronel Ceolin. 

Os riscos de contágio do novo coronavírus também tiveram reflexos no setor administrativo da Brigada Militar. Durante um período, os servidores permaneceram em tele-trabalho. Policiais considerados do grupo de risco, além de gestantes, seguem trabalhando neste sistema. 

Fluxo de trabalho mantido 

A adoção dos protocolos preventivos permitiu que os índices de produtividade no primeiro semestre de 2020 se mantivessem muito próximos aos do mesmo período do ano passado. Além das ocorrências rotineiras, a Brigada militar passou a dar apoio à fiscalização das prefeituras no cumprimento dos decretos de distanciamento social. 

No caso de Passo Fundo, em 100% das fiscalizações, a BM acompanhou os agentes municipais no trabalho. “Podemos afirmar que nossos servidores aderiram aos protocolos, mas não reduziram o fluxo de trabalho”, explicou o comandante. Segundo ele, havia uma expectativa sobre uma possível elevação nos índices de criminalidade com a adoção dos novos protocolos, porém, os dados apresentados pela Brigada Militar de Passo Fundo tiveram queda na sua maioria, e algumas elevações pontuais. 

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