Bebê assassinado pelo tio é enterrado

Pai do acusado afirma que o filho não tinha condições de ser liberado de hospital psiquiátrico há cerca de um mês

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Familiares e amigos do bebê Artur Oliveira, morto pelo tio no início da noite de segunda-feira (15), participaram do velório e do sepultamento da criança durante a tarde de terça-feira (16). O velório aconteceu na capela mortuária do bairro São José e o corpo foi enterrado no Cemitério da Petrópolis, durante a tarde. A avó da criança, que também foi agredida pelo acusado, até o encerramento desta edição, permanecia internada no Hospital São Vicente de Paulo. A mãe do bebê não teve condições de comparecer ao sepultamento.

O acusado, de 25 anos, foi recolhido ao Presídio Regional de Passo Fundo após ser autuado em flagrante por homicídio. Conforme o pai dele, o homem não tinha condições de ser reintegrado à sociedade, já que há cerca de um mês fora liberado do Hospital Bezerra de Menezes para tratamento psiquiátrico. “Há uns cinco anos atrás ele já esteve internado, mas melhorou, voltou e estava bem. Agora ele teve uma recaída e estava sem a medicação, já que ele havia perdido todos os documentos e não tinha como consultar sem documentos para conseguir uma nova receita para os medicamentos”, disse.

A falta dos documentos ainda trouxe outros transtornos ao acusado que, no dia 15 de abril deste ano foi afastado do trabalho para que fosse novamente internado na instituição psiquiátrica em função de um transtorno mental. Ainda segundo o pai do acusado, ele não acredita que o filho já estivesse em condições de deixar o hospital há cerca de 30 dias. “Ele não parecia bem nos últimos dias, na verdade desde que ele saiu do hospital nunca tive certeza de que ele estivesse melhor”,  contou ele que trabalha como carpinteiro.

O relato de um comerciante próximo à residência da família endossa a versão do pai. Conforme Carlos Roberto Graeff, na manhã de domingo (14), um dia antes do crime, o comportamento do acusado estava mais estranho do que o habitual. “Ele chegou com uma cabeça de alho na mão e me ofereceu um pedaço, perguntando se eu queria um pedaço do tomate que ele tinha na mão. Eu disse para ele que aquilo era alho e não um tomate, mas mesmo assim ele comeu, com casca e tudo. Ele foi para casa e logo voltou, desta vez, comendo uma cebola. Depois de comer a cebola veio até mim e pediu um pedaço de sabão para comer. Ofereci uma bala pra ele, mas ele não quis. Ele estava muito estranho, não me parecia em condições de estar na rua”, contou.

 

Acusado está isolado 

No Presídio Regional de Passo Fundo, o acusado foi instalado em uma cela separada dos outros detentos por questão de segurança, uma vez que os crimes contra mulheres e crianças não são tolerados dentro da comunidade carcerária. Ainda na segunda-feira, o delegado Gilberto Mutti Dumke, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento afirmou que a questão da doença mental do acusado será levada em consideração na fase em que o processo judicial estiver em andamento, e que não interfere na confecção do inquérito policial e nem na revogação da prisão do acusado.

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