Draco analisa apreensões e pede auxilio da comunidade

Ajuda é em decorrência da Operação Cataratas

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· 2 min de leitura
Divulgação/Draco

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Após a terceira fase da Operação Cataratas prender quatro pessoas no domingo (17) pela manhã em Passo Fundo e fechar um ponto de tráfico de drogas no bairro Parque Farroupilha, o delegado Diogo Ferreira, da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), pede que comunidade continue com denúncias para auxiliar investigações.

 

Entre os presos de domingo está Esequiel Cunha do Prado, conhecido como “Titi”, considerado um dos principais traficantes de Passo Fundo. Ele e os outros três tiveram a prisão preventiva decretada por flagrante e devem responder também por associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo.

 

A polícia chegou a Titi após receber um vídeo em que ele aparecia em frente sua casa, no bairro Parque Farroupilha, portando um fuzil e fazendo uma série de disparos, inclusive rajadas de tiros, em direção à rua e residências do entorno.

 

Segundo a polícia, os disparos de fuzil serviam para intimidar os moradores do bairro para que não o denunciassem e mostrar seu poder de fogo para outros traficantes. Além disso, havia suspeitas que as armas de grosso calibre estavam sendo emprestadas a outros criminosos para a prática de crimes.

 

De acordo com Ferreira, a prisão de Titi é “emblemática” para conter o tráfico na região e para garantir a segurança da comunidade, sobretudo na região do Parque Farroupilha. “A prisão é emblemática porque ele é um alvo bem pontual em razão de ser um dos maiores traficantes de Passo Fundo”, destacou Ferreira.

 

“Através do vídeo que recebemos em que ele está efetuando disparos de fuzil na via pública vemos ele demonstrando o poderio bélico, intimidando a comunidade local, bem como a outros traficantes. Então tirar ele de circulação é muito importante para a segurança da comunidade. E, considerando nossos sistema prisional em que os presos têm acesso a celulares, dificilmente ele vai deixar de comandar uma parte do tráfico. Mas ficará mais difícil”, ponderou.

 

Titi já havia sido preso na segunda fase da operação Cataratas, em novembro de 2017, mas estava em liberdade desde o final de 2018, quando, segundo a investigação, voltou para o tráfico.  Na sua casa, no domingo (17) de manhã, foram apreendidos dois tabletes de maconha pesando 36 gramas, R$ 4.430 em dinheiro, uma motocicleta esportiva e um veículo GM Cruze.

 

Na residência em frente à casa de Titi, onde funcionava o ponto de tráfico comandado por ele, foram apreendidos um revólver calibre 38, 10 buchas de cocaína, 5 pedras de crack, diversas porções de maconha prontas pra venda, balança de precisão, R$ 937 em dinheiro, 15 quilos de moedas, uma motocicleta e um Fiat Uno.

 

O revólver estava em situação de roubo de uma empresa de vigilância. Agora agentes da Draco analisam os materiais apreendidos. De acordo com Ferreira, a operação continua e nessa etapa novos nomes podem surgir a partir de informações obtidas nos documentos e celulares apreendidos.

 

O fuzil, utilizado por Titi no vídeo de denúncia, ainda não foi localizado. O delegado pede que informações que possam ajudar a localizar a arma sejam passadas pelo telefone 197 ou (54) 3311-2197.

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