Mandante de chacina em Soledade começa a cumprir pena

Seis pessoas, entre elas, o comerciante Augusto Ricardo Ghion, o Marau, foram mortas

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· 1 min de leitura
Pecuarista Mairol Batista da Silva tem condenação de 118 anos, e ainda pode recorrer

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Dezesseis anos após a chacina que resultou na morte de seis pessoas, no interior de Soledade, o homem acusado de ser o mandante do crime finalmente está atrás das grades. O pecuarista Mairol Batista da Silva, se apresentou quarta-feira à noite, na Polícia Civil de Soledade'. Ele havia sido julgado em 2014 e acabou condenado a uma pena de 118 anos por seis homicídios triplamente qualificado e uma tentativa de homicídio. A defesa recorreu da decisão. O Tribunal de Justiça do Estado manteve a decisão de primeira instância, e o pecuarista teve a prisão decretada. Ele ainda pode recorrer no STJ e STF. Entre as vítimas estavam o comerciante Augusto Ricardo Ghion, 48, (o Marau), a esposa dele, Liamara Ghion, 48, a sobrinha, Ana Marina Cavalli, 15, além do casal Olmiro Adelar Graeff, 53, Nice Graeff, 45, e o filho, Alexandre Graeff, 16. Os três trabalhavam na fazenda.  A filha do comerciante, que à época tinha 13 anos, foi atingida por dois disparos, mas conseguiu sobreviver. 

O fato

O peão Márcio Camargo, 21 anos,  funcionário de  Ghion, assumiu  a autoria das seis mortes e apontou Silva como  mandante.  Na conclusão do inquérito, encaminhado à Justiça 10 dias após o fato, o delegado Edson Tadeu Cezimbra, responsável pelas investigações, indiciou os dois pelas mortes. Silva chegou ser preso preventivamente, mas aguardou julgamento em liberdade. O crime teria sido motivado porque o pecuarista não concordava com a venda de terras feita pelo pai dele ao comerciante Ghion. 

Durante o andamento do inquérito, o peão Márcio Camargo apresentou diferentes versões dos fatos. Em uma delas, apontou o nome de outras duas pessoas as quais teriam participado diretamente com ele na chacina. A dupla chegou a ser presa. Mais tarde, o peão confessou ter agido sozinho. No entanto, Camargo sempre sustentou a versão de que Silva seria o mandante. 

Na reconstituição, realizada um mês após a chacina, Marcio revelou ter matado Liamara, Nice e o jovem Alexandre na sede da fazenda. Na sequencia, se escondeu na entrada da propriedade  e ficou aguardando a chegada das outras vítimas. O capataz acabou surpreendido quando abria a porteira. Ghion e a sobrinha foram mortos dentro da caminhonete do comerciante. A filha dele, que estava no banco traseiro, recebeu dois disparos, mas conseguiu resistir. Dias depois, ela prestou depoimento, ainda internada no Hospital São Vicente de Paulo, e reconheceu o peão como autor dos tiros. 

Com a prisão preventiva decretada, Camargo foi transferido para a Penitenciária Modulada de ijuí, de onde conseguiu escapar. Em agostou de 2003, acabou sendo morto após uma suposta tentativa de assalto a um bar, em Soledade. O comerciante Eronide da Silva Oliveira, o Grilo, morreu na troca de tiros.

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