Não Caia no Golpe

O Nacional pontuou algumas categorias de estelionato e os cuidados para não ser mais uma vítima desses golpes

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Cada vez mais comum, o estelionato tem vitimado muitas pessoas diariamente, nas mais diversificadas modalidades. São golpes aplicados sem discriminação de idade, por meio da internet, do telefone ou pessoalmente.


Somente em Passo Fundo, de 1° de janeiro a 31 de julho, 179 ocorrências foram registradas. Algumas descrevem o batido golpe do Bilhete Premiado, que tem como principal alvo, os idosos. Outras – senão a maioria – trazem à tona as mais variadas formas de fraude e enganação, que são desconhecidas da população e fazem das pessoas mais esclarecidas, as vítimas do erro.


O Nacional pontuou algumas categorias de estelionato e os cuidados para não ser mais uma vítima desses golpes. Recorte a página e coloque-a a vista, próximo do seu computador ou no balcão do seu estabelecimento comercial, como um lembrete diário.

 

Estelionato

O estelionato é um delito tipificado na legislação brasileira e está previsto no artigo 171 do Código Penal.

 

COMPRAR DE EMPRESAS NA INTERNET

  • Valor do produto – quando o preço está muito abaixo do valor de mercado é preciso desconfiar e consultar a procedência do site que está anunciando. 
    Exemplo: Um notebook é vendido nas lojas virtuais pelo valor médio de R$ 4 mil e você encontra em um único site por R$ 1,5 mil. Nenhuma promoção baixa tanto o preço.
  • Formas de pagamento – prefira pagamento parcelado, através do cartão de crédito. Se o anúncio de venda for golpe, você perde apenas uma parcela e consegue cancelar a compra e bloquear o restante do pagamento.
  • Depósito bancário – nunca realize depósito bancário. As empresas sérias, a princípio, não trabalham com depósito. As opções sempre são boleto bancário ou cartão de crédito. Mas, caso exista a opção de depósito, é importante verificar que o número da conta apresente CNPJ em nome da empresa anunciante.

 

COMPRAR DE PARTICULARES NA INTERNET

  • Formas de pagamento – quando a compra é feita de uma pessoa física, o pagamento através de depósito bancário ou transferência é comum. Nesse caso é importante verificar se a conta bancária para pagamento do produto é da própria pessoa que realiza a venda. Se não for é bom desconfiar e, preferencialmente, procurar algum órgão de proteção ao crédito para confirmar os dados do anunciante.
  • Exemplo: Se eu compro da Maria, o depósito não deve ser feito na conta do José, mesmo que o vendedor alegue ser um familiar.
    OBS.: É comum que as contas sejam em nome de “laranjas” - a alguém que "empresta" o nome para ocultar a origem ou o destinatário de dinheiro ilícito – ou criadas com documentos falsos. 

 

ALUGUEL DE ESTADIA NAS FÉRIAS

  • Recomendações – procurar as recomendações sobre o locador e o local anunciado. Nas redes sociais geralmente há comentário nas páginas ou publicações, de quem já esteve no local ou conhece. É válido verificar.
  • Formas de pagamento – os cuidados para pagamento antecipado devem seguir o mesmo padrão dos descritos anteriormente.

 

VENDER NA INTERNET

Entrega – o local para entrega deve ser, preferencialmente, em local de movimento para evitar assalto.

  • Pagamento – se o valor do produto não for muito alto, preferir em dinheiro o pagamento, sem parcelar. Se forem valores altos, combinar depósito ou transferência bancária, também sem parcelamento.
  • Movimentação bancária – se o pagamento for virtual é importante lembrar que o comprovante de depósito ou transferência não tem valor financeiro. É necessário verificar se o dinheiro está disponível na conta.
  • Confirmar a procedência do e-mail – as transações feitas através de site, como Mercado Livre, devem ser verificadas no próprio site, no acesso a “Minha Conta”. Os e-mails de confirmação que o vendedor recebe, podem ser falsos, mesmo apresentando a logo com a marca da plataforma – que é muito semelhante à verdadeira e induz ao erro. 

 

COMPROVANTE DE TRANSFERÊNCIA OU DEPÓSITO 

Os golpes que envolvem depósitos de envelope vazio ou transferências falsas são comuns, atualmente, por sua facilidade.
Geralmente ocorrem depois de uma negociação estendida, que começa no início da semana e termina na sexta-feira, no final da tarde, depois que as agências bancárias encerraram os trabalhos.

 

Exemplo: Mal intencionada, a pessoa que vai aplicar o golpe entra em contato com quem anuncia a venda de filhotes de cachorro de uma raça específica. É segunda-feira. As envolvidas passam o restante da semana em negociação. Combinam valores, forma de pagamento e entrega.
O diálogo é arrastado até a sexta-feira, quando, finalmente, o suposto comprador decide fechar negócio. Ele alega que precisa do animal antes da viagem, pois vai levar para um familiar. A vendedora concorda e entrega o cachorro, assim que recebe o comprovante de pagamento. Como já passou do horário de funcionamento de banco, o dinheiro não entra na conta. A vítima vai perceber que foi enganada somente na semana seguinte.

 

CUIDADOS

  • Solicite depósitos ou transferências ainda pela manhã, preferencialmente até a quinta-feira.
  • Confira se o valor está disponível na conta ou se é apenas “depósito virtual”. É possível entrar em contato com o gerente da conta e pedir para que verifique se o dinheiro já está na conta para saque ou uso.
  • Aguarde o tempo necessário antes de entregar o produto. As transferências falsas, quando não tem o valor selecionado na conta, mas tem o suficiente para pagar taxa de transferência, aparecem como realizadas para quem fez e para quem supostamente recebeu. O valor deve desaparecer logo em seguida, assim que o sistema verificar a falta do dinheiro na conta que encaminhou a transferência.

 

PayPal

O PayPal é um programa de proteção ao comprador, que exige cadastro dos envolvidos no comércio de produtos. Conforme informa o site, se o produto não for enviado após depósito – intermediado pelo programa –, o comprador recebe o dinheiro de volta.
Embora bastante recomendado, há golpistas que se utilizam desse meio para enganar os vendedores, já que o contato entre anunciante e interessado ocorre por outra plataforma, como redes sociais. Eles informam pagamento, através de falso depósito, como na transação bancária, mas o crédito não entra. Então, entram em contato com o vendedor e apresentam o canhoto.
Se recomenda entrar em contato com o PayPal, que vai verificar se o crédito está disponível no programa, antes de encaminhar o produto.

 

LOGO DOS SITES NO E-MAIL

Ao vender um produto através de um site de venda, como Mercado Livre, por exemplo, verifique no acesso “Minha Conta”, antes de enviar o material, se a transação existe. O e-mail de confirmação de pagamento pode ser falso. Quando é golpe, um logo do site falso, mas semelhante ao verdadeiro, é enviado junto à assinatura, induzindo ao erro.

 

FINANCIAMENTO

  • Não existe taxa inicial de contratação. Os golpistas geralmente solicitam depósito antecipado, que chamam de “taxa de liberação de crédito”. Nunca pague antecipadamente, pois a contraprestação do financiamento é pagar o juro fracionado nas parcelas, depois de ter o dinheiro em mãos.
    OBS.: Para financiar veículo existe taxa de liberação de crédito, porém, ela é diluída nas parcelas.
  • O fiador ou avalista deve ser uma pessoa de confiança do contratante. Nunca um desconhecido, muito menos, um fiador oferecido pelo programa de financiamento. Geralmente os golpistas oferecem fiador fictício e cobram uma suposta taxa.

 

CHEQUE FALSO

Antes de aceitar cheque como pagamento é importante averiguar a procedência da folha, pois há quem fabrique cheques falsos, utilizando documentos fictícios, ou ainda falsifique cheques que são verdadeiros, porém foram roubados anteriormente.

 

  • Verificar de quem é o cheque, se é da própria pessoa que entrega a folha.
  • Verificar onde foi emitido.
  •  Se o valor é alto ou a quantidade de folhas é grande, entrar em contato com a agência bancária responsável também é valido.
  • Pesquisar nos órgãos de proteção ao crédito.
  • Cuidar com o repasse de cheque, para quem vai entregar a folha.

 

COMÉRCIO

Da mesma forma que as compras virtuais, os golpistas atuam pessoalmente. Eles escolhem produtos em estabelecimentos comerciais e escolhem o cartão de débito ou crédito como forma de pagamento.


O cartão não passa, apresenta algum problema. O comprador informa que vai realizar um depósito e pede o número da conta do proprietário ou da loja. Ele vai até uma agência bancária e deposita o envelope.

 

CUIDADO: Às vezes eles informam em depósito um valor superior à compra e mostram o canhoto na loja, como comprovante. O comerciário entrega os produtos e mais uma quantia em dinheiro, para “devolver” o valor a mais, que foi depositado, supostamente. Quando verificam a conta, não encontram dinheiro disponível.

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