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Motoqueiros se despedem de Fabrício de Camargo Decesare com homenagem e orações no local do acidente

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“Espero que agora criem um lugar para o que ele queria”, gritou ontem (17) um jovem, mal ouvido entre o ronco dos motores das motos estacionadas no local onde o mecânico Fabrício de Camargo Decesare, de 21 anos, morreu no final da tarde de domingo (16), ao ser atingido por uma caminhonete Ford/F250, enquanto andava de moto. Ali, na estrada vicinal às margens da BR 285, próximo ao Parque Wolmar Santon (Efrica), o grupo se despedida do amigo, com orações e o pedido que se crie um local adequado para demonstrações de manobras de veículos.

 

O acidente que vitimou Decesare aconteceu próximo das 17h30. O condutor da caminhonete, um jovem de 19 anos, foi preso em flagrante acusado do delito de racha com resultado de morte.

 

De acordo com o Boletim de Ocorrências, ele e o condutor de uma caminhonete GMS10 competiam no local, quando o veículo do jovem de 19 anos atingiu Decesare. Ainda segundo o registro policial, a caminhonete estava na contramão e colidiu frontalmente com Decesare. O condutor da GMS10 fugiu e a polícia procura por ele. Conforme a delegada da Delegacia de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP), Daniela de Oliveira Minetto, ele também deve responder pelo mesmo delito.

 

Na tarde de ontem ainda se viam estilhaços dos veículos no local do acidente. Ali, os motoqueiros amigos, pouco depois do velório, que encerrou às 16h, estacionaram suas motos e, diante do furgão que levava o corpo de Decesare para o sepultamento, repetiram a oração do Pai Nosso e uma Ave Maria.

 

Foi depois das orações que um jovem pediu para que se crie um local para o que Decesare queria.

 

“É insuportável”

Irmão de Fabrício, Dirceu Decesare, de 39 anos, assistia a homenagem com lágrimas nos olhos. Falava baixinho e mal conseguiu definir aquela despedida. “Não tem uma reposta para isso. É insuportável”, disse.

 

Segundo o irmão, Fabrício, que trabalhava como mecânico, “era apaixonado por moto” desde “pequeninho” e ali na vicinal era onde se reunia com os amigos para fazer demonstrações de manobras. “Eles não fazem racha”, pontuou, como que relembrando o possível crime cometido pelo jovem que se acidentou com seu irmão.

 

Em setembro, Fabrício faria 22 anos, e é lembrado por César como alguém “muito legal, super gente fina, atencioso”, e que “não era de bagunça”.

 

“Agora queremos um lugar adequado pra fazer o que ele gostava de fazer. Como os rapazes estavam falando. Seria uma homenagem para ele. É o que vamos correr atrás para conseguir”, defendeu Cesar, entrando em seu carro para seguir o cortejo até o município de Ciríaco – cerca de 70 quilômetros de Passo Fundo –, onde Fabrício foi enterrado.

 

Além de motos, outros veículos acompanhavam o cortejo.

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