ESTRADAS - Profissionais do transporte protestam nas rodovias da região

Atos aconteceram em Getúlio Vargas e Erechim. Novas manifestações estão programadas para hoje

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Joi Zamboni/TV Bom Dia Joi Zamboni/TV Bom Dia
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Uma mobilização na tarde desta segunda-feira (15), reuniu profissionais ligados ao transporte às margens das rodovias ERS 135, e BR 135 entre Passo Fundo e Erechim.

Na rodovia estadual, o ponto de interrupção era próximo ao trevo de acesso a Getúlio Vargas. Já na BR 135 o ato aconteceu perto do acesso à cidade de Erechim. A cada 15 minutos os manifestantes interrompiam o fluxo de veículos, e o liberavam em seguida. O ato aconteceu durante a tarde e reuniu caminhoneiros, vendedores, e outros profissionais ligados ao transporte de mercadorias. “Estamos reivindicando melhores preços dos combustíveis, e a abertura do comércio local. Somos contra as medidas adotadas pelo Governador”, disse o vendedor Rafael Prigol. Ele explica que há muitos profissionais que precisam trabalhar, porém, os custos do frete fazem com que a maioria dos profissionais não consiga sustentar o seu caminhão.

Segundo os manifestantes, o ato deve acontecer novamente nesta terça-feira. Porém, a expectativa é que o trânsito seja interrompido de forma permanente.

 

Sindicatos não aderem à mobilização

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Passo Fundo e Região, Flávio Lunelli, disse que a entidade não apoia esta mobilização. “Não fomos informados sobre isso, e ficamos sabendo hoje pelos veículos de comunicação e pelos órgãos de segurança”, explicou ele.

Segundo o sindicalista, na visão da entidade durante a pandemia não é seguro fazer mobilização na beira de estradas em função da aglomeração de pessoas, o que não é recomendado pelos órgãos de saúde. “Não vamos assumir este risco, principalmente se algum caminhoneiro participar da mobilização e for constado que ele se contaminou, poderão nos responsabilizar”, disse.

Lunelli orientou os transportadores, caso queiram se manifestar, que fiquem em casa, não saiam para trabalhar. “Esta é uma atitude individual de cada um, para que não coloque em risco de contaminação as outras pessoas”. 


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