Detalhes de um protesto

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A confusão armada para coibir a vinda do ex-presidente Lula a Passo Fundo começou ainda no entroncamento da BR 285 e ERS 324. O caminho para Ronda Alta e Pontão, municípios que receberam sua visita pela manhã, foi bloqueado para evitar a passagem de Lula e sua caravana de apoiadores e líderes petistas. Em meio a bandeiras do Brasil e trajes gauchescos, também podia-se ver camisetas de apoio a Jair Bolsonaro, que filiou-se recentemente ao PSL para concorrer à presidência. Tratores e caminhões foram colocados no meio da pista a fim de demarcar o entrave. Durante a tarde, nem mesmo o sol quente evitou que mais e mais pessoas chegassem ao local. As cores verde e amarelo foram as mais vistas: todos diziam-se favoráveis ao Brasil e contrários a “Lula e sua corja” que, segundo eles, teria “acabado com o país”.

Em muitos momentos houve tumulto, mas sem registro de violência física entre os manifestantes. A grande maioria era a favor da mesma causa: não deixar o ex-presidente entrar em Passo Fundo. O pedido foi aceito por Lula: no final da tarde, após uma longa espera, o ex-presidente optou por seguir rumo a Chapecó e não se pronunciou na cidade. Aos manifestantes que o aguardaram a tarde toda, vitória: para comemorar, cantaram todos o hino nacional.

 

Armas brancas

Muitos dos manifestantes levavam nas mãos os instrumentos conhecidos como “relhos” – chicotes confeccionados com couro, feitos para a lida dos animais no campo. Além destes, também foram vistos tacos de beisebol e correntes de ferro entre os presentes. No entanto, ali, nenhuma reação de violência física entre eles foi registrada.

Quantidade de ovos

Talvez esta tenha sido a vez com maior número de vendas dos produtores de ovos da região. Nas mãos dos manifestantes, muitos deles foram atirados ora em veículos que passavam pela ERS 324 e não demonstravam afeição pelo protesto, ora na imprensa.

Balas de borracha e gás de pimenta

Um dos manifestantes, o motorista e empresário Orlei Polli ficou ferido após, segundo ele, ser atingido por bala de borracha no ato contra a vinda do ex-presidente. “Faz 12 anos que ele [Lula] tira meu sangue. Isso não é nada”, disse. Para dar vazão ao público, o Pelotão de Operações Especiais (POE) utilizou bombas de efeito moral.

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