Eleição terá o maior número de candidatos a presidente desde 1989

Pela primeira vez a campanha começará com um candidato na prisão

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Com 13 candidatos a presidente, esta será a segunda eleição com o maior número de postulantes ao cargo máximo da República, atrás apenas da disputa de 1989, quando 22 concorreram. Na eleição passada, em 2014, participaram 11 nomes.

 

Pela primeira vez a campanha começará com um candidato na prisão. Líder em todas as pesquisas, o ex-presidente Lula ainda tenta reverter sua inelegibilidade na Justiça para poder disputar. O número de candidatos poderia ser ainda maior, já que o PCdoB abriu mão na última hora de lançar Manuela D’Ávila para apoiar o PT. Pelo acordo, ela será a vice de Lula em todos os casos. Se ele for barrado, ela assumirá o posto de vice de Fernando Haddad, que, então, passará ao comando da chapa. Se o ex-presidente conseguir levar sua candidatura adiante, ela substituirá Haddad.

 

Dos 35 partidos reconhecidos legalmente no país, apenas três – o PSB e os nanicos PMB e PMN – decidiram não lançar candidato nem apoiar qualquer candidatura oficialmente. Entre os presidenciáveis, a maior coligação será a encabeçada pelo tucano Geraldo Alckmin, composta por nove partidos (PSDB, DEM, PP, PRB, PR, SD, PSD, PTB e PPS). Isso dará a ele cerca de 40% do espaço no horário eleitoral gratuito.

 

Também de maneira inédita desde a redemocratização do país uma chapa será formada por dois militares da reserva, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), capitão, e o general Mourão (PRTB), ambos do Exército. Bolsonaro lidera as pesquisas em que o ex-presidente Lula é excluído da relação de candidatos.

 

Há apenas duas mulheres na cabeça de chapa: Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU). São quatro as candidatas a vice: Ana Amélia (PP), Kátia Abreu (PDT), Sônia Guajajara (Psol) e Suelene Balduino Nascimento (Patriota). A eleição também põe frente a frente cinco parlamentares. Além das senadoras Ana Amélia e Kátia Abreu, participam o senador Alvaro Dias (Podemos) e os deputados Jair Bolsonaro e Cabo Daciolo (Patriota).

 

Veja abaixo como ficaram as composições partidárias e quais serão os candidatos ao Palácio do Planalto e do Jabuti. Um desses nomes comandará o país a partir de 1º de janeiro de 2019. Clique nos links para saber mais sobre cada candidatura:

Lula
Vice: Fernando Haddad
PT, PCdoB, PCO e Pros

Jair Bolsonaro (PSL)
Vice: General Mourão (PRTB)
PSL e PRTB

Marina Silva (Rede)
Vice: Eduardo Jorge (PV)
Rede e PV

Ciro Gomes (PDT)
Vice: Kátia Abreu (PDT)
PDT e Avante

Geraldo Alckmin (PSDB)
Vice: Ana Amélia (PP)
PSDB, DEM, PP, PRB, PR, SD, PSD, PTB e PPS

Alvaro Dias (Podemos)
Vice: Paulo Rabello de Castro (PSC)
Podemos, PSC, PTC e PRP

Henrique Meirelles (MDB)
Vice: Germano Rigotto (PMDB)
MDB e PHS

Guilherme Boulos (Psol)
Vice: Sônia Guajajara (Psol)
Psol e PCB

João Amoêdo (Novo)
Vice: Christian Lohbauer (Novo)
Novo

João Goulart Filho (PPL) 
Vice: Léo Alves (PPL)
PPL

Vera Lúcia (PSTU)
Herz Dias (PSTU)
PSTU

Cabo Daciolo (Patriota) 
Vice: Suelene Balduino Nascimento (Patriota)
Patriota

José Maria Eymael (DC)
Vice: Pastor Hélvio Costa (DC)
DC

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