Wesp assume PSDB estadual

Filiados que não cumprirem regimento interno ou estiverem envolvidos em corrupção serão punidos

Por
· 3 min de leitura
Crédito:

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O deputado estadual Mateus Wesp foi eleito presidente estadual do PSDB coma tarefa de unificar opartido e montar estratégias para o processo eleitoral de 2020. Além disso, Wesp disse que o par­tido deve punir quem não cumpre o re­gimento interno e vai processar a queles que estão denunciados ou são réus por corrupção. A eleição aconteceu no sá­bado, em Porto Alegre. Uma chapa úni­ca foi montada e Wesp obteve o apoio de 98% do colegiado. Eleito deputado estadual com mais de 28 mil votos, foi o segundo tucano mais votado para a As­sembleia, ele também já desempenhao papel de líder partidário. Organizar o partido para as eleições municipais e tarefa primeira no trabalho. O objetivo é ampliar o número de prefeituras co­mandadas pelo PSDB, o que inclui Pas­so Fundo, terra natal de Wesp. Confere a entrevista concedida ao O Nacional.

 

O Nacional - Quais são os desafios à frente do PSDB estadual?

Mateus Wesp: No Estado, além de firmar a imagem do PSDB gaúcho, que é composto de lideranças que hoje fazem a diferença no cenário político, com total atenção à ética, à boa política e à eficiência adminis­trativa, e fazer valer essa imagem junto à executiva na­cional e tê-la como um modelo a ser seguido, o mais importante desafio é organizar o partido para as elei­ções municipais de 2020, auxiliando com cuidado e zelo o projeto de cada candidato de cada município do Rio Grande do Sul. Em 2016 o PSDB se tornou o partido que governa o maior número de gaúchos, com cinco dos dez maiores municípios e um total de 26 prefeitu­ras. Passo Fundo, obviamente, faz parte desse projeto de ampliação de prefeituras!

 

ON - De que forma pretende unificar opartido, já que há uma divisão antiga entre grupos liderados pela ex-governadora Yeda Crusius, de um lado, e o prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan de outro?

Wesp: Como bem disseste, essa divisão é antiga, mas não só, ela ficou no passado e não existe mais. A elei­ção da nova comissão executiva, comigo à frente, foi o símbolo maior de que o PSDB conseguiu superar seus problemas internos em prol de um projeto de Estado, e farei todo o esforço para que as divisões internas fi­quem para sempre no passado. O partido, há algum tempo, tem os olhos voltados para frente, e o governo Eduardo Leite é exemplo disso.

 

ON - Como vai conciliar a tarefa de dirigente partidária com a vida parlamentar?

Wesp: Com muito trabalho. A rotina de deputado es­tadual é, por si, muito intensa, e agora vamos conciliá­-la com a agenda de líder partidário e desempenhar o papel institucional com ainda mais trabalho. O ritmo é frenético, mas temos certeza do resultado, que será muito gratificante, tenho certeza, quando chegarmos em outubro de 2020 com um número maior de pre­feitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos. Trabalho de 15 a 16 horas por dia, e vamos organizar a agenda para conciliar tudo e atender, também, a nossa região.

 

ON - Qual é aprioridade nopartido hoje?

Wesp: Os partidos em geral estão com sua imagem muito desgastada junto à população, em função dos sucessivos episódios de corrupção que atingem cotidianamen­te muitas lideranças de muitos partidos em nível nacional, o PSDB entre eles. Nesse cenário, a prioridade, acredito, é ter ação firme para processar mentalmente os filiados que estão de­nunciados ou são réus por corrupção, e também aqueles que não seguem o programa partidário, e puni-los de acordo com o regimento interno e o código de ética. O momento é de retomar a credi­bilidade fazendo o que precisa ser fei­to, defendendo as bandeiras históricas do nosso partido, a sua vocação liberal em termos econômicos e a defesa do parlamentarismo como sistema de go­verno. Aqui no Rio Grande do Sul esta­mos tranquilos com relação a isso, pois as nossas principais lideranças estão alinhadas com esse mesmo propósito, para que o partido seja novamente uma alternativa competitiva de poder, retomando, por que não, a presidência da República.

 

ON - Há alguma tarefa recebida do governador nesta nota etapa?

Wesp: Eu e o governador mantemos muito contato, assim como os demais prefeitos e deputados do par­tido. O trânsito é agradável e franco. A tarefa comum é criarmos um bom ambiente e chegarmos firmes e competitivos nas eleições municipais, e elevar a parti­cipação do diretório gaúcho nas decisões nacionais do PSDB, com reuniões frequentes para estarmos alinha­ dos e fazermos com que do Sul soprem os ventos de mudança que o Brasil e o partido precisam.

 

ON - A que o deputado atribui esta nova mis­são partidária?

Wesp: Penso que se deva à atuação firme como par­lamentar, mas também pelo conhecimento que adqui­ri como acadêmico, professor universitário e sempre estudioso do direito e da política, e, sobretudo por conseguir agregar os diferentes anseios da nossa mi­litância e dos principais líderes partidários. É o reflexo da unidade partidária , construída a muitas mãos, que deve perdurar.

Gostou? Compartilhe