Cai o número de prefeitos que busca a reeleição

O Rio Grande do Sul é o Estado com o maior índice de desistência de prefeitos a um novo mandato

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A crise aguda nas prefeituras se reflete diretamente na quantidade de gestores municipais dispostos à tentar a reeleição. Este ano, somente 2.768 prefeitos (68,79% dos elegíveis) pretendem participar do pleito. O percentual é o mais baixo desde 2008, quando as chances de concorrer à reeleição eram de 76,9%. Dentre os principais motivos citados, está a dificuldade de gerir a máquina pública. O levantamento foi produzido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o intuito de fazer um retrato da intenção dos gestores municipais em permanecer no cargo no próximo ano. Dos 5.568 prefeitos existentes, 4.024 estão aptos a disputar a reeleição, conforme previsto pela Emenda Constitucional (EC) 16/1997. A entidade entrou em contato com esses gestores, por meio de telefone.
Segundo aponta o material, do grupo de gestores aptos à reeleição, apenas 2.768 consideram essa possibilidade. Por outro lado, 937 prefeitos já adiantaram que não pretendem participar do pleito deste ano. Um grupo de 72 gestores ainda está indeciso quanto à candidatura e outros 247 a CNM não conseguiu contatar.
Quando perguntados sobre os motivos para abrir mão do direito de disputar um novo mandato, os prefeitos elencaram em primeiro lugar as dificuldades de gestão. O item foi mencionado por 35,4% dos 937 entrevistados. A falta de interesse em permanecer à frente do Município também chama a atenção, com 19% das menções. Esses motivos servem de alerta não apenas para as autoridades, como para toda a sociedade brasileira. A CNM reforça que, independente de quem assuma o governo, os entraves na administração municipal irão continuar.

Situação dos Estados
A pesquisa traz, ainda, um comparativo por Estado. Ao avaliar a relação entre o número de prefeitos existentes e aqueles aptos à reeleição, foi verificado que o Amapá é o Estado com maior possibilidade de reeleições (93,75%). Já o menor percentual aparece em Alagoas (63,73%). Na contramão desse cenário, o maior percentual de desistências para concorrer ao pleito deste ano foi registrado no Rio Grande do Sul (39,22%). Enquanto isso, em Roraima, há apenas uma desistência de candidatura. Os dados apontam que a chance de reeleição é mais frequente nos Estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto que no Sudeste e Sul do país há uma resistência maior dos gestores em concorrer novamente. Dentre as razões, a entidade pontua a familiaridade das regiões Norte e Nordeste em gerir com poucos recursos.

Visão histórica
Uma análise dos últimos pleitos revela queda acentuada no número de gestores participantes nas eleições deste ano. Em 2000, por exemplo, 62% dos prefeitos elegíveis pretendia se candidatar novamente. Esse percentual sobe para 63,3% em 2004, atingindo o seu auge no pleito de 2008, com 76,9% das intenções de reeleição. A partir deste ano, o percentual vem caindo drasticamente, 73,23% em 2012, até chegar em 68,79% em 2016. A redução no número de candidatos é mais um forte indicativo da crise que assola os Municípios brasileiros, alerta a CNM.

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