Opiniões, também, divididas

Representantes da entidades de Passo Fundo analisam o resultado das eleições presidenciais e para o governo do Estado

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A reeleição da presidente Dilma Rousseff, a vitória de José Ivo Sartori para governar o Rio Grande do Sul e o cenário político em que se encontra o país a partir de agora, será tema obrigatório por mais alguns dias. Em Passo Fundo, as opiniões se dividem, espelhando a divisão do próprio resultado eleitoral para a Presidência. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Passo Fundo, Agadir Stramari, acredita que Sartori terá muitas dificuldades para governar, mas salienta que os problemas vinham sendo somados de outros governos: “acho que o resultado no Estado foi uma resposta a ineficiência do antigo governador em fazer algumas medidas. As dificuldades para o Sartori, com certeza, serão inúmeras. O Estado começará o ano com orçamento negativo, mas esperamos que o Sartori tenha fôlego e forme uma equipe de trabalho com condições de fazer uma melhoria”. No caso da eleição presidencial, Stramari afirma: “a Dilma vai ter de tomar algumas medidas que foram represadas durante o ano e que terão de ser colocadas agora em atividade, como é o caso do aumento da energia elétrica e da gasolina. Está difícil tomar qualquer decisão de investir sem saber quais as medidas que terão de ser tomadas para colocar o Brasil novamente no rumo do crescimento. Estamos estagnados no ano de 2014”. O presidente da CDL também fala do reflexo que a situação do país tem para Passo Fundo, especialmente no comércio. “A começar pela Copa do Mundo que ao invés dos resultados positivos que se esperava tivemos resultado negativo. No Rio grande do Sul tivemos também a falta de frio, então o lojista já vem de um ano difícil. E uma terceira questão é o endividamento das famílias. Podemos ver esse reflexo até mesmo pelas contratações temporárias, que não há tanta procura como em anos anteriores. Esperamos que nossos governantes tenham agilidade de montar uma equipe econômica pra que o Estado e o país possam se desenvolver”, concluiu.

Já para o diretor do Centro dos Professores do Estado do RS (CPERS), núcleo de Passo Fundo, Orlando da Silva, não há expectativa em relação a nenhum governo, tendo em vista que na categoria em que atua nenhum governante cumpriu seu papel. “A expectativa que temos em relação aos governos é praticamente a mesma que sempre tivemos, damos prioridade em confiar na organização e luta da categoria, até pela história que enfrentamos nos últimos anos. Nenhum governo que tenha passado cumpriu o papel de atender o conjunto de reivindicações da categoria. Temos plena certeza de que teremos de nos organizar e mobilizar para atingir a pauta das nossas reivindicações. A prioridade nossa é o piso dos professores. Sabemos que tem legislação federal e esperamos que ela não seja alterada e mantenha o processo todo de valorização que reflete toda uma luta da categoria. Ficamos em uma situação de dificuldade porque um governo assinou e não cumpriu o piso e outro que ainda faz brincadeira em relação a luta que é a valorização do magistério”, ressaltou Orlando.

O trabalho que se tem pela frente é a principal preocupação de Sueli Marini, presidente do Sincomércio de Passo Fundo. “Passadas as eleições, independente do resultado, é preciso que todos trabalhem pelo desenvolvimento do nosso Estado e o desenvolvimento da nossa nação. A produtividade precisa ser o foco dos governantes”, destacou. Sueli também afirma que a dívida do Estado será um desafio para o governador eleito e que as ações serão realizadas a longo prazo. “Não podemos ter uma expectativa que na primeira semana os resultados serão imediatos. Nós enquanto empreendedores sabemos que precisamos dar um tempo, sem deixar de observar. Acredito que se os políticos se preocuparem com melhores condições de educação, saúde, segurança e infraestrutura para a população, nós vamos melhorar a nossa produtividade e melhorar consequentemente a economia. Temos que estar atentos e cobrar aquilo que não está sendo feito de maneira correta”, finalizou a presidente.

Na opinião do vereador e vice-presidente da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, Marcio Patussi, a presidente reeleita terá uma difícil e importante missão que é unificar novamente o povo brasileiro. Conforme o vereador, Dilma precisará ser uma mediadora entre aqueles que defendem seu governo e também a oposição, abrindo mão inclusive de alguns interesses políticos. “Dilma precisa agora conversar com seus adversários, já que praticamente metade do povo brasileiro votou contra a presidente”. Nesta perspectiva, Patussi também destaca que a reforma política, mesmo que comece aos poucos, precisa ter prioridade. Já com relação ao Governo do Estado, Patussi acredita que a postura de Sartori foi essencial para que a população gaúcha se identificasse com suas propostas. “O candidato Sartori leva a expectativa da maioria absoluta para que a partir do ano que vem ela possa desenvolver algumas ações prioritárias como infraestrutura, educação, segurança e saúde pública”, comenta.

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