"Precisamos ganhar a eleição para fazer diferente"

Orientação do presidente estadual do PSB é de que o partido deve se diferenciar do atual cenário político

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Beto está coordenando os encontros regionais do partidoBeto está coordenando os encontros regionais do partido
Beto está coordenando os encontros regionais do partido

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O presidente do PSB/RS e vice-presidente nacional da sigla, Beto Albuquerque, defendeu, durante os encontros regionais da sigla, ocorridos no último final de semana, que a  qualificação dos pré-candidatos e a dedicação da militância serão determinantes para o sucesso da sigla nas eleições municipais. Conforme ele, o papel do PSB é diferenciar-se no conturbado cenário político atual, trabalhando para vencer a disputa eleitoral para fazer melhor, para fazer diferente. Segundo o socialista, a vitória no pleito de outubro ajudará o partido a semear o caminho até as eleições presidenciais de 2018. “O Brasil hoje é um país machucado pela enganação, pela mentira. O PSB deve ser protagonista na reconstrução do país através da reforma política, de um novo pacto federativo e da tolerância zero em relação à corrupção”, disse.
 
Em relação à conjuntura política atual, Beto defendeu serenidade e capacidade para superar este momento difícil da ainda recente democracia brasileira. “Votamos pelo impeachment porque não compactuamos com mentiras e com impunidades. O fato de ser de esquerda não garante alforria para ninguém. O PT quebrou a Petrobrás, mentiu nas eleições, cometeu estelionato eleitoral. Pedalar as contas, mandando a Caixa Econômica Federal pagar 14 meses por programas sociais sem receber dinheiro do orçamento da União é crime. Qualquer prefeito ou governador que fizer isto será punido. Sim, houve crime. O fato de ser presidente não faz de ninguém imune às leis”, salientou.
 
“O Brasil é uma federação totalmente desequilibrada, onde os municípios recebem a menor parcela do bolo tributário e recebem as maiores responsabilidades”, ressaltou Beto, ao defender a realização de reformas estruturantes, como a reforma política, e a necessidade de um novo pacto federativo que garanta a distribuição de mais recursos aos Estados e municípios. Sobre a macroeconomia, Beto destacou a necessidade de uma nova condução na política econômica, que seja capaz de resgatar a maior economia da América Latina. “O Brasil de Dilma premiava os ricos, remunerava o capital em vez de propiciar melhores condições de trabalho na agricultura, na indústria, no comércio. O governo federal retirou do orçamento da União 500 bilhões de reais para pagar juros da dívida, o equivalente a 20 anos de Bolsa família”, completou, lembrando que, por diversas vezes, o PSB, através do então presidente nacional da sigla e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, alertou a presidente Dilma sobre os equívocos na condução da economia, mas foi ignorado. “Quando a esquerda fracassa, o discurso conservador, perigosamente, ganha força. Nossa tarefa é seguir lutando. O PSB é um partido progressista, de esquerda, que defende a valorização do trabalho, do emprego, da produção.
 
Em relação ao governo de Michel Temer, o líder socialista defendeu a independência da sigla e alertou para os riscos do chamado presidencialismo de coalizão que, segundo ele, foi um dos responsáveis pelo fracasso do governo Dilma. “Em reunião ocorrida na última semana [dia 10], a direção nacional do PSB decidiu não ingressar no governo Temer. Não nos furtaremos jamais de ajudar o Brasil. Apresentaremos propostas, ideias. Mas não em troca de cargos e apoios. Dei meu voto para não indicarmos, nem chancelarmos nomes ao governo Temer. Não somos um partido fisiológico. Precisamos ajudar o Brasil, independente se tivermos cargos ou não, preservando a nossa história e o DNA de Miguel Arraes, de João Mangabeira, de Jamil Haddad, de Eduardo Campos”.
 
Sobre o futuro da sigla, Beto projetou o crescimento partidário nas principais regiões do país, repetindo o mesmo sucesso das últimas eleições municipais, quando o PSB foi a legenda que mais cresceu, além de ter reeleito 74% dos prefeitos, o que demonstra a excelência das gestões lideradas pelos socialistas. “O que está ocorrendo no Brasil é o fim de um ciclo político, econômico e ‘geracional’ na política. Em 1989 tínhamos 27 candidatos à presidência da República, mas foram dois novatos que chegaram ao segundo turno. Em 2018, a tendência é que novamente grandes ‘figurões’ se candidatem, mas estarão no segundo turno somente aqueles que forem diferentes”, projetou, lembrando que o PSB gaúcho disputará as eleições com, até agora, 103 pré-candidatos a prefeitos, 90 vice-prefeitos e cerca de dois mil para as Câmaras de Vereadores.
 
Os encontros regionais do PSB/RS foram realizados em Porto Alegre, na sexta-feira (13), em Passo Fundo, no sábado (14) e em Santa Rosa no domingo (15). Os próximos serão em Uruguaiana (28) e em Santa Maria (29), sendo que o desfecho ocorrerá em Pelotas (04/06).

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