OPINIÃO

Auxílio Emergencial injetou R$ 138,5 milhões em Passo Fundo

Por
· 3 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

As cinco parcelas de auxílio emergencial, já pagas pelo governo federal, movimentaram R$ 138,5 milhões na economia de Passo Fundo. Cerca de 45,8 mil pessoas foram beneficiadas pelo recurso distribuído durante a pandemia. Dinheiro fez a diferença para 5,9 mil pessoas do Bolsa Família e 6,1 mil do cadastro único. As famílias que estão no Bolsa Família e optaram pelo auxílio emergencial somaram um ganho de R$ 24,3 milhões em cinco parcelas. As que estão no Cadastro único, R$ 19,6 milhões. O maior volume foi destinado aos chamados invisíveis, os pequenos empreendedores, profissionais liberais autônomos que perderam a renda durante a pandemia. Eles somam 33,8 mil beneficiários do auxílio emergencial que receberam R$ 94,5 milhões em cinco meses. Da primeira parcela até a quinta o número de beneficiários reduziu. Começou com 45,8 mil, chegando na última parcela com 28,7 beneficiários. Isso se deve aos ajustes feitos no decorrer do processo. Os dados foram passados pelo assessor especial e de monitoramento de acesso à Informação do Ministério da Cidadania, Patric Cavalcanti, que está em Brasília desde abril, quando decidiu se licenciar da Câmara de Vereadores para acompanhar o ministro Onyx Lorenzoni.



Produção legislativa

O vereador Saul Spinelli, PSB, tinha um cronograma de atividades para 2020 enquanto estivesse na presidência da Câmara de Vereadores. Veio a pandemia e a agenda precisou ser adaptada. E isso foi possível graças a colaboração dos outros 20 vereadores. Um levantamento feito esta semana à pedido da coluna, desde o início da pandemia foram realizadas 39 sessões plenárias virtuais e as quatro comissões permanentes realizaram suas reuniões normalmente para deliberar matérias. A produção legislativa não parou: foram apresentados 56 projetos, sendo 43 de lei ordinária e 13 de lei complementar. Neste período foram aprovados 27 projetos: 24 de lei ordinária e 13 de lei complementar. Também foram feitas reuniões e audiência públicas. A plataforma virtual não impediu o bom debate e diálogo, viabilizando a aprovação de projetos importantes.



Sistema híbrido

Aliás, o Congresso Nacional também demonstrou agilidade na votação e apreciação de matérias dentro da plataforma virtual. O mesmo ocorreu na Assembleia Legislativa que já pensa num sistema híbrido de votação. O novo modelo permitirá que parte dos deputados esteja no plenário durante as sessões enquanto outros participam das votações remotamente para evitar aglomerações.



Maior número de candidatos

Pela primeira vez desde 1992, pós redemocratização, que Passo Fundo terá sete candidatos disputando a prefeitura. Em três momentos (1992, 1996 e 2004) seis candidatos disputaram o pleito. Em 2012 e 2016, foram cinco. E em 2000 e 2008, quatro participaram da eleição. Passado o prazo das convenções, as equipes fazem seus últimos ajustes para a campanha que se inicia oficialmente no dia 26 de setembro. É bem verdade que ela já anda solta pelas redes sociais. Mas os detalhes que incluem programas de TV e rádio e o contato possível com o eleitor estão em fase final



Equipes de marketing

Dos sete candidatos, três já tem definidas as equipes de marketing. Juliano Roso, PCdoB, optou pela equipe de campanhas da Agência GalloNew de Passo Fundo e terá consultoria de Clomar Porto, que atuou nas campanhas da Manuela D´Ávila. Além disso, uma equipe de vários profissionais da comunicação ligados ao partido de todo o país vai trabalhar de forma voluntária na campanha. Márcio Patussi, PDT, já vinha de alguns meses sendo assessorado pela Critério de Porto Alegre, dos jornalistas Cleber Benvegnú, Soraia Hanna e Rafael Codonho e agora contratou a produtora Totale, de Erechim. Já Lucas Cidade, PSDB, está finalizando os detalhes com o publicitário Fábio Bernardi e a jornalista Tânia Moreira, ambos foram responsáveis pelas campanhas de Marchezan à prefeitura de Porto Alegre e do governador Eduardo Leite.



Negociando

O candidato Pedro Almeida, PSB, ainda não contratou agência, mas a produtora de vídeo será a Film Journée. O PSTU do candidato Arthur Bispo disse que o partido formou uma equipe de comunicação com militantes voluntários dentre eles alguns que trabalham na área de comunicação. “Vamos compensar a exclusão da propaganda obrigatória produzindo mais conteúdo para as redes sociais”, completa. Os 19 segundos que caberão ao PSOL, do candidato Celso Dalberto serão produzidos por equipe própria do partido e da Unidade Popular. O candidato Claudio Dóro, do PSC, não retornou ao pedido da colunista.



Rápidas

·  O candidato Juliano Roso tem feito debates virtuais com ex-governadores. Já passaram pelo canal Tarso Genro e Germano Rigotto, além do governador do Maranhão Flávio Dino.

·  O candidato Márcio Patussi se licenciou da Câmara de Vereadores por dois meses para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral.

·  Tempo de TV: os cálculos não são oficiais mais os partidos já trabalham com as seguintes possibilidades: Dos 10 minutos destinados a campanha de prefeito, o PSB deve ficar com o maior tempo (3’12s). O PSDB terá menos de 3 minutos. O PCdoB 1’50s. O PDT também calcula em torno de 1’50s. O PSOL terá 19s. PSTU não terá tempo de TV e o PSC não informou.



Gostou? Compartilhe