Nível da Barragem da Fazenda tem diminuído de forma acelerada

Corsan ativou três poços com capacidade de incrementar 70m³ por segundo na Barragem, mesmo assim nível continua baixando. Caso situação permaneça, já é estudada possibilidade de nova transposição do Rio Jacuí

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· 2 min de leitura
Acumulado do défict hídrico no ano chega a 45 mmAcumulado do défict hídrico no ano chega a 45 mm
Acumulado do défict hídrico no ano chega a 45 mm

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A falta de chuva já tem causado reflexo no nível das barragens que abastecem o município de Passo Fundo. A Barragem da Fazenda, maior em volume de água, já está 1,7 metros abaixo do normal e o nível segue baixando rapidamente. Nesta situação, a Corsan não descarta a possibilidade de nova transposição de água do Rio Jacuí para abastecer o reservatório. Antecipadamente, a Companhia pede que as pessoas façam o uso racional e consciente da água. A previsão é de que não tenha chuva em grande volume pelo menos até o dia 15 de maio.


Conforme o superintendente da Corsan, Aldomir Santi, caso a situação de chuva se mantenha pelos próximos 15 dias é possível que a transposição já possa entrar em funcionamento. A estrutura para a transposição de água do Rio Jacuí já existe, da mesma forma como a estrutura para a transposição de água da Pedreira do Bairro São José, como já foi feito. Mesmo assim, no momento, nenhuma delas está em atividade.


Na Barragem da Fazenda foram colocados em operação três poços com capacidade de incrementar em 70m³ de água por segundo, mesmo assim o nível continua baixando tendo em vista que isso não corresponde a nem 30% do consumo. Segundo ele, a última chuva registrada praticamente não mexeu no nível do reservatório que está 1,7m abaixo do vertedouro. A Barragem do Miranda está 10cm abaixo do nível e está aguentando mais tempo a falta de chuva. Ambas as barragens são abastecidas pela Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo.

 

Volumes de chuva
De acordo com o observador meteorológico da Estação Meteorológica da Embrapa Trigo/Inmet Ivegndonei Sampaio o acumulado do déficit hídrico em 2018, até o momento, é de 45mm. No primeiro quadrimestre, o acumulado de chuva é de 506mm. Em janeiro, choveu 205mm, enquanto a média era de 150mm. Em fevereiro choveu 66mm, a média era de 166mm. Em março 157mm e a média era de 135mm. E em abril choveu apenas 78mm, enquanto a média esperada era de 100mm.


Sampaio explica que 2018 tem sido marcado pelas altas temperaturas e pelos dias seguidos de tempo firme e seco. “Para ter uma ideia, em janeiro ficamos, em média, com chuva a cada sete dias; em fevereiro, em 28 dias, tivemos quatro dias de chuvas; em março, que assustou bastante, nos primeiros 13 dias, tivemos praticamente um dia de chuva e, a partir do dia 14, as chuvas vieram; no mês de abril tivemos cinco dias de chuva, sendo que o melhor volume foi registrado no dia 15 de 48mm, que foi a chuva mais significativa e bem distribuída, e no dia 21, 14mm. Praticamente do dia 23 de abril até a última sexta-feira estamos sem registro de chuva. E pelo menos até o dia 15 de maio não devemos ter chuva significativa”, aponta o observador meteorológico.


Próximos dias
O final de semana deverá ter predomínio de nuvens principalmente à tarde. Estas nuvens formam áreas de instabilidade e podem provocar pancadas de chuva por estarem carregadas e pelas altas temperaturas. O calor não dá trégua, as mínimas devem ficar entre 16ºC e 18ºC e as máximas entre 27ºC e 29ºC. “O mês de maio começou com a sua característica que é o veranico que deve ter pelo menos oito dias. Não tem previsão de mínimas abaixo de 10ºC pelo menos até dia 12, o que deve mudar um pouco na semana são as máximas que podem ser amenizadas”, pontua.

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