Prefeitos pedem desvinculação da área de Passo Fundo para reabrir comércio

Modelo de distanciamento controlado impôs bandeira vermelha para a macrorregião

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Discordando da imposição de bandeira na cor vermelha pela alta incidência de casos e mortes pelo contágio de coronavírus, um grupo de 19 municípios que integram o Nordeste gaúcho enviaram, na segunda-feira (4), um ofício ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), a secretários e lideranças políticas solicitando a desvinculação das localidades da macrorregião Norte, a qual foram inseridos no modelo de distanciamento controlado.

Desde a publicação do decreto, na sexta-feira (1º), o funcionamento de serviços não essenciais estão proibidos, também, na macrorregião dos Vales, que abrange a cidade de Lajeado. “Queremos que os microempresários consigam trabalhar adotando todas as medidas de prevenção”, disse o presidente da Associação de Munícios do Nordeste Riograndense (Amunor) e prefeito da cidade de Capão Bonito do Sul, Felippe Rieth (PDT), à reportagem do jornal O Nacional na manhã de terça-feira (5). 

O argumento sustentado por ele e pelas lideranças locais dos municípios de Água Santa Barracão, Cacique Doble, Caseiros, Ibiaçá, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Machadinho Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santa Cecília do Sul, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, Tapejara, Tupanci do Sul e Vila Lângaro leva em consideração a distância geográfica de algumas cidades, que estão a mais de 100km de Passo Fundo, e a atividade econômica do comércio e varejo. De acordo com Rieth, o setor teve uma perda estima entre 30 a 35% na região, cuja base econômica se sustenta na agricultura. “Buscamos um equilíbrio”, afirmou ele. 

A solicitação para a criação de uma subdivisão nessa área pede, ainda, que a bandeira seja catalogada como laranja tendo em vista a baixa incidência de casos confirmados de coronavírus entre todos os municípios dessa zona geográfica, segundo o prefeito. A atualização mais recente no mapa da Secretaria Estadual de Saúde aponta a cidade de Tapejara como a mais infectada desse municípios que assinam o documento, com 12 casos confirmados de Covid-19. “Estamos lidando com três crises: a econômica, a da estiagem, com perda nas lavouras, e a pandemia. Queremos que o governo promova algumas adequações”, disse ele. 

Governador rejeitou pedido

Embora a Amunor ainda tenha recebido um parecer oficial do governo estadual, a proposta de criação de uma nova área, dentro da macrorregião Norte, já foi descartada pelo governador Eduardo Leite durante uma transmissão ao vivo, na segunda-feira, que disse estudar as reivindicações das localidades, mas sem fragmentar a zona geográfica. 

A flexibilização das atividades comerciais, segundo o prefeito de Capão Bonito do Sul, busca amenizar as perdas nas arrecadações e garantir a geração de renda para as famílias. “Uma loja grande, aqui, atende 30 pessoas por dia. A cidade [referindo-se àquela que governa, com 80% da população vivendo em área rural] tem 20 lojas. O total de lojas daqui é um quarteirão de Passo Fundo”, exemplificou. A medida, conforme o ofício, se aplicaria aos empresários com movimentações financeiras de até R$ 80 mil reais mensais.

Mesmo pedindo a desvinculação da área, os municípios têm no Hospital de Clínicas (HC) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) as unidades hospitalares referências para casos clínico de média e alta complexidade. Reith ponderou, contudo, que, caso haja uma resposta favorável à solicitação, as cidades de Lagoa Vermelha, Sanandura, Tapejara e São José do Ouro reforçaram as estruturas locais para atender os casos menos graves de coronavírus. Somados, os hospitais dessas cidades possuem 20 novos respiradores para atendimento semi-intensivo. “Mas Passo Fundo continua sendo nosso centro para casos graves”, mencionou o prefeito. 

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