Município já tem duas notificações de casos de suspeita de dengue em 2018

Alerta é para que sejam eliminados todos locais que possam servir de criadouro para o mosquito transmissor da doença, além da zika e chicungunya

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O ano mal começou e Passo Fundo já teve as primeiras notificações de casos de suspeita de dengue. Caso se confirmem, estes podem ser os primeiros casos da doença contraídos no município. Conforme dados do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, focos do mosquito são encontrados em todas as partes do município, mas, até o ano passado, não havia confirmação da circulação do vírus. O alerta é reforçado para que as pessoas eliminem qualquer depósito ou recipiente capaz de acumular água e que possa servir de criadouro para o mosquito.


Conforme a chefe do Núcleo, Ivânia Silvestrin, até o momento foram duas notificações de casos suspeitos que estão em análise. Em ambos os casos, preventivamente, a Vigilância foi até os locais para delimitar a existência dos focos do mosquito, além de orientar as pessoas a eliminá-los. “Continuamos encontrando focos do mosquito em todos os bairros da cidade. Não descartamos nenhum bairro e seguimos com os trabalhos normais de vistoria, fiscalização, notificação e multa em casos mais graves”, salienta sobre o trabalho preventivo. No verão a situação é ainda mais preocupante, tendo em vista que as altas temperaturas favorecem o desenvolvimento dos mosquitos.


Caso algum dos casos notificados se confirme, esta poderá ser a primeira vez que alguém contraiu a doença no município. Ivânia explica que as pessoas com suspeita até chegaram a viajar para municípios infestados pelo mosquito, mas como permaneceram por pouco tempo nestes locais não seriam caracterizados como caso importado da doença. “Apenas consideramos casos importados quando a pessoa viaja para regiões endêmicas e permaneça por mais de uma semana. Quando retorna em até 72h e volta com os sintomas consideramos que possa ter sido contaminada aqui mesmo”, reforça.


Ajuda da população
Ivânia destaca que toda a população deve se engajar para evitar o acúmulo de água em qualquer tipo de recipiente. Os cuidados incluem: tampar os tonéis e caixa d’água; manter as calhas sempre limpas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; manter lixeiras bem tampadas; deixar ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais; e retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa (veja outras dicas no infográfico).


Para eliminar focos é necessário lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha; jogar as larvas na terra ou no chão seco; para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida; em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

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