Pesquisa estima 20 mil casos de coronavírus no Estado

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Os resultados da terceira etapa de pesquisa sobre a prevalência da Covid-19 no Rio Grande do Sul, divulgados em transmissão ao vivo nesta quarta-feira (27), estimam que aproximadamente 20 mil pessoas já foram infectadas pelo coronavírus no Estado. O número é três vezes superior ao confirmado nos dados oficiais que, até o momento, apontam a existência de 6,7 mil testes positivos no RS.

Durante a quarta fase do estudo, realizada no último fim de semana, foram aplicados 4,5 mil testes em nove municípios gaúchos. Destes, oito apresentaram diagnóstico positivo para Covid-19, sendo quatro deles moradores de Passo Fundo, dois de Uruguaiana, um de Porto Alegre e um de Pelotas. Segundo o coordenador da pesquisa e reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, o dado chama a atenção para a situação epidemiológica de Passo Fundo. “A probabilidade de que uma cidade concentre metade dos casos encontrados, por acaso, é praticamente nula”, explicou ao pedir um olhar especial para a realidade de Passo Fundo.

Por outro lado, ainda de acordo com Hallal, a boa notícia é que os resultados evidenciam que o Rio Grande do Sul vive, neste momento, uma estabilidade na velocidade de contágio da doença. Enquanto na terceira fase da pesquisa os dados apontavam para uma estimativa de 25 mil contaminações pelo vírus e a existência de nove casos não-notificados para cada um notificado, na quarta etapa, os resultados mostram uma estimativa de 20 mil gaúchos com os anticorpos para Covid-19 e que, a cada caso confirmado nas estatísticas oficiais, existem três subnotificiados. 

"Os dados evidenciam que não há um crescimento descontrolado da doença no Rio Grande do Sul. Isto [a diferença na estimativa entre as etapas] significa que o Rio Grande do Sul está testando mais. Não é uma redução significativa. Não existe a possibilidade de diminuir o percentual de pessoas com anticorpos para o vírus, o que acontece é que como estamos lidando com números pequenos, a própria margem de erros da pesquisa explicam essa diferença", esclareceu o reitor.


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