Asma: cuidados e uso de medicação devem ser diários

Doença crônica que acomete 300 milhões de pessoas em todo mundo, 20 milhões somente no Brasil, a asma precisa ser tratada diariamente, mesmo quando os sintomas não estão aparentes. A incidência da doença faz com que o país ocupe a oitava posição no mundo em número de asmáticos

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Bastante conhecida entre a população, a asma atinge um grande número de pessoas. Quem convive com a doença sabe dos cuidados, que devem ser diários. No mundo, 300 milhões de pessoas sofre com a doença. No Brasil, são 20 milhões, o que faz com que o país ocupe a 8ª posição em número de asmáticos no mundo. “Como toda a doença crônica deve ser tratada diariamente, mesmo na ausência de sintomas. A diferença da asma para as outras doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, é que ela pode ficar silenciosa, escondida por bastante tempo antes que a falta do tratamento diário seja percebida através da crise de asma, que é caracterizada por tosse, chiado no peito e falta de ar, e que pode até mesmo ser fatal”, explica a pneumopediatra Rita de Cássia do Rosário Nunes.

No Brasil ocorrem cerca de 7 óbitos por dia em virtude da asma. “Ter um plano de ação por escrito fornecido por seu médico para estes episódios de piora ajuda a diminuir a gravidade das crises e pode salvar sua vida. Fale com seu médico, estabeleça o controle adequado da doença através do controle diário”, salienta a médica.

Crianças também sofrem com a doença
“A asma pode iniciar em qualquer idade: metade dos asmáticos iniciam com sintomas antes dos 3 anos de idade e 80% deles antes dos 6 anos”, ressalta Rita. Por outro lado, de acordo com a média, 60% das crianças que 'chiam o peito' antes dos 3 anos de idade não são asmáticas, já que existem inúmeras outras causas para este sintoma nesta faixa etária, principalmente as viroses da infância. “Os sinais clássicos de asma na infância são a tosse, o chiado no peito e a falta de ar (respiração acelerada). É importante considerar também a presença de outros sintomas relacionados à alergia, como rinite ou eczema (alergia na pele - nas bochechas e dobras). A rinite é um grande desencadeante das crises de asma e às vezes a aparente falha no tratamento da asma ocorre por falta do tratamento concomitante da rinite”, salienta. Quando o diagnóstico de asma já foi confirmado pelo médico, é importante ter um plano de ação por escrito para o tratamento das crises assim que os sintomas descritos acima se iniciam.

Uso das “bombinhas”
Diferente do que muitas pessoas pensam, o uso prolongado das chamadas “bombinhas” não apresenta riscos. “Muito pelo contrário! O risco é não usá-las! No plano de ação elas são a primeira ação a ser estabelecida: o paciente deve carregar a medicação de resgate sempre consigo, pois a crise pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar e a" bombinha" pode salvar a vida de uma criança (e dos maiores também)!”, ressalta Rira.
"Bombinha" ou aerossol dosimetrado, que é o seu nome correto, é apenas uma forma de oferecer uma determinada medicação, a qual pode também ser utilizada sob a foma de nebulização ou pó seco. “O importante é que a medicação seja oferecida pela via inalatória, sempre! E com a técnica adequada. Bombinha direto na boca? Nunca!!! Deve sempre utilizada com espaçador mesmo nos adultos!”, explica.

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