Quando é necessário em ficar alerta com a toxoplasmose

Doença é extremamente comum e para gestantes a atenção necessita ser redobrada

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Dra. Caroline Calice da Silva é professora da Medicina da IMED

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Em Santa Maria ocorre um surto de toxoplasmose. O coordenador do curso de medicina da IMED, professor Luiz Arthur Rosa Filho, salienta que casos assim são isolados e que a doença não é transmitida de pessoa para pessoa. “Esses casos certamente ficarão restritos à Santa Maria. Nós temos convicção de que em Passo Fundo não há risco de haver toxoplasmose por conta da qualidade da água que abastece o município e pelo trabalho que é desenvolvido pelas instituições de ensino e Secretaria Municipal de Saúde. Por isso, não há necessidade de preocupação! Passo Fundo não corre risco neste momento”. De acordo com a professora do curso de Medicina da IMED, Caroline Calice da Silva, a atenção maior é com as gestantes, pois pode comprometer o desenvolvimento do bebê. “A criança pode nascer ou vir a desenvolver nos primeiros anos de vida algum tipo de transtorno que pode ser neurológico, também pode apresentar microcefalia e cegueira parcial ou total se o parasita se alojar na retina. Por isso é importante realizar o pré-natal para que se tenha segurança com a gestação e com a saúde da criança”. Também ressalta a importância de consumir água filtrada e carnes bem cozidas para prevenção do parasita que causa a toxoplasmose.

 

Formas de contágio
A toxoplasmose é transmitida por um tipo de parasita que faz parte do grupo dos protozoários, o Toxoplasma Gondii. Esse parasita tem um ciclo que envolve sempre dois hospedeiros: os felinos e as pessoas. Também é importante ressaltar que os outros mamíferos também são afetados por essa parasita, o que acaba, geralmente contaminando os humanos através do consumo de carne malcozida.  Os gatos eliminam o parasita que causa a toxoplasmose nas fezes, o que faz com os vegetais também possam ser contaminados por esse protozoário. Por isso, é importante lavá-los bem antes do consumo. Também há uma preocupação com caixas de areia existentes nos parquinhos em função de haver circulação de gatos nesses locais, mas é importante lembrar que a contaminação por meio do consumo de alimentos é maior.

 

Os sintomas
Há uma grande parte da população que não apresenta sintomas. É muito comum as pessoas terem tido contato com o protozoário e não desenvolver nada. Quando ocorre algum indicio, normalmente é brando, podemos destacar: febre e linfonodos inchados (ínguas). A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. Os gatos são infectados quando comem os ratos. Não é uma grande preocupação quando não se apresenta sintomas.
 
Preocupação maior é com as gestantes
A preocupação maior é com as gestantes, pois as mulheres quando estão grávidas e adquirem a doença pode apresentar a toxoplasmose transplacentária, que é quando é transmitida para o bebê. Neste caso, a criança pode nascer ou vir a desenvolver nos primeiros anos de vida algum tipo de transtorno que pode ser neurológico ou microcefalia.  Também pode causar cegueira parcial ou total se o parasita se alojar na retina. Por isso é importante realizar o pré-natal para que se tenha segurança com a gestação e saúde do bebê.
 
Os gatos e a toxoplasmose
Para que o parasita possa se desenvolver ele necessita do felino. O problema maior é quando essas fezes contaminam algum tipo de alimento ou a água que ingerimos.  Aí está a importância de bebermos água filtrada, de verificarmos a procedência da carne para o consumo e higiene de dos alimentos. O gato entra de vilão porque faz parte, de fato, do ciclo biológico do parasita.

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