AMRIGS lança nova etapa do Projeto Fumo Zero

A prevalência do tabagismo entre adultos, nas últimas três décadas, reduziu de 35% para 10%

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Apresentação foi no Dia Mundial Sem Tabaco O inimigo agora é outro. Depois de grandes avanços no combate ao tabagismo, a indústria se reformulou e o surgimento de novas opções que se assemelham ao cigarro, mas com outros nomes, preocupam os médicos. Por conta disso, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está reforçando o trabalho desenvolvido há quase duas décadas, o “Fumo Zero”. O objetivo da ação é conscientizar a população dos malefícios causados pelo tabagismo. O Projeto Fumo Zero foi iniciado em 2003 na AMRIGS, tendo como pilares: a proteção do fumo passivo, para que os não fumantes não se exponham à fumaça ambiental do tabaco; a prevenção do tabagismo, para evitar que o jovem inicie e se torne dependente, e o tratamento, para auxiliar os fumantes a pararem. O principal recurso para atingir estas metas é o trabalho coordenado da AMRIGS com apoio de todas as entidades e sociedades médicas interessadas no tema, além do apoio da mídia.

 

Avanço significativo
“A partir de 2003, com a liderança e atuação da AMRIGS através do Projeto Fumo Zero em parceria com outras instituições (governamentais e ONGs), conseguiu-se diversos avanços como ratificação pelo Brasil da Convenção Quadro da OMS (2005), aprovação de Lei Antifumo mais completa (Lei Federal 12.546/2014) e proibição de aditivos por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Como consequência destas, e outras ações em rede, a prevalência do tabagismo entre adultos, nas últimas três décadas, reduziu de 35% para 10%, o que é muito significativo” explica o coordenador do projeto, o médico Luiz Carlos Corrêa da Silva.



Novos desafios
O grande desafio da AMRIGS como instituição líder neste âmbito é manter seus diretores, colaboradores e associados atentos a novos desafios propostos pela indústria do tabaco como cigarros eletrônicos, tabaco aquecido, narguilé e outros dispositivos de inalação. “Deveremos promover muita informação e mobilização para não perder o terreno conquistado. É importante, ainda, o apoio do poder público através de ações que apoiem a causa” completou. Para o médico, o conhecimento sobre o tema existe, ainda que não seja muito ostensivo devido aos problemas da educação básica. O que mais falta, na visão dele, é atitude prática de governantes e políticos, acreditando que tudo fica bem mais reforçado com o exemplo de retidão e comprometimento das lideranças. 

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