Angiotomografia: diagnóstico precoce e prevenção do infarto

Este exame possibilita o diagnóstico precoce de doença arterial coronariana e a prevenção do infarto.

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A angiotomografia coronariana ou tomografia de coronárias permite detectar as placas e obstruções nas artérias coronárias. Este exame possibilita o diagnóstico precoce de doença arterial coronariana e a prevenção do infarto. Passo Fundo tem o primeiro tomógrafo GE com 128 canais da América Latina com a tecnologia SnapShot Freeze, que permite este diagnóstico

A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo. A doença é tão séria que sua primeira manifestação ou sintoma pode ser a morte súbita e, muitas vezes, os sintomas como dor no peito, falta de ar e cansaço só aparecem quando a doença (obstrução das artérias coronárias) já está bem avançada.

Mas atualmente é possível prevenir este problema através da realização do exame de angiotomografia coronariana, que é rápido, levando cerca de 5 a 10 segundos para captar toda a imagem do coração e suas respectivas artérias, chamadas de artérias coronárias. Através da injeção de contraste iodado, o médico tem acesso a uma imagem tridimensional do coração e das obstruções coronarianas com capacidade de visualização milimétrica das placas obstrutivas coronarianas. A angiotomografia coronariana é realizada de forma rotineira na clínica Kozma, todo os dias de segunda a sexta, por equipe treinada e especializada, e principalmente, com experiência no assunto para realizar tal exame complexo.

Visualizar as artérias coronárias (que são as artérias que nutrem ou irrigam o coração) detectando as placas de cálcio ou lipídicas e determinando seu grau de obstrução tem importância significativa na cardiologia. Essas placas, dependendo do grau de obstrução, quando presentes podem evoluir, de acordo com o estilo de vida e os fatores de risco individuais como tabagismo, diabetes, colesterol, hipertensão, obesidade, entre outros e aumentar seu tamanho gradativamente ao longo dos anos. Quando existe oclusão total do vaso, acontece o chamado infarto. Assim, o paciente que tem um infarto pode referir dor no peito súbita forte e progressiva, associado com mal estar generalizado, suor, náusea entre outros sintomas, necessitando de atendimento médico especializado o mais breve possível.

O infarto
A detecção de formas subclínicas da doença através desse exame, ou seja, obstruções coronarianas que não presentem grau significativo, pode permitir que atitudes preventivas muito mais agressivas e eficazes e que sejam implementadas precocemente pelo cardiologista, prevenindo um infarto no futuro. Segundo o cardiologista Estêvan Vieira Cabeda, não é tão raro pacientes sem sintomas e que realizaram o exame de angiotomografia coronariana por um simples check-up cardiológico apresentarem obstruções importantes nas artérias coronárias que podem evoluir para um infarto miocárdico.

O resultado do exame é de fácil visualização até mesmo para o paciente e ajuda esclarecer que possui uma doença, uma vez que as imagens são bastante claras e ele consegue ver as placas de cálcio e de gordura nas artérias coronárias. Por outro lado, quando uma angiotomografia coronariana normal, ou seja, que não demonstra nenhuma placa de aterosclerose, o quadro clínico passa a ser bastante tranquilizador, pois o exame é muito útil para afastar essa condição de doença obstrutiva do coração, assim, o cardiologista pode investigar outras causas de dor no peito e reajusta, conforme a necessidade, a intensidade do tratamento clínico.

O tomógrafo
O software SnapShotFreeze (somente presente nesse tomógrafo) é um algoritmo inteligente de correção de movimento projetado para reduzir o desfoque das artérias coronárias, devido a artefatos de movimento causado pelos batimentos cardíacos durante a realização do exame. O SnapShotFreeze reduz em até 6X artefatos de movimento dessas artérias coronárias, traduzindo, isso melhora o desempenho diagnóstico do exame e a chance de acertar o diagnóstico de forma mais precisa.

Esse novo tomógrafo possui vantagens em relação ao tomógrafo multislice comum:
1)A dose de radiação, que todo exame tomográfico oferece, agora reduziu significativamente quando comparado à máquina anterior, não só para os exames cardiológicos, mas para todos os demais exames tomográficos, devido ao filtro na aquisição, oferecendo um exame com alto padrão e mais seguro ao paciente.
2)O algoritmo SnapShotFreeze que permite corrigir artefatos decorrentes do movimento do coração, aumentando as chances de acertar o diagnóstico e quantificar com mais precisão o grau de obstrução das artérias coronárias.
3) Velocidade de aquisição da imagem do coração em poucos segundos.

Para quem é indicado este exame?
Para os pacientes que estão investigando sintomas como dor no peito ou cansaço ou equivalentes como arritmia cardíaca em investigação, entre outros, e que possuam uma chance baixa ou intermediária de ter algum grau de obstrução coronariana devido à presença ou não dos fatores de risco coronarianos como tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, obesidade, ou ainda em pacientes com testes cardiológicos discordantes e/ou duvidosos.

Com o diagnóstico dado, o médico pode não só intervir no arsenal terapêutico, introduzindo medicações para controle rigoroso do colesterol, hipertensão e diabetes, assim estabilizando essas placas coronarianas, mas também mudando os hábitos de vida do paciente, que inclui a suspensão do tabagismo, iniciar exercícios físicos regulares, dieta adequada, perda peso. Em alguns casos, quando existe uma obstrução coronariana significativa, o cardiologista necessita realizar o cateterismo cardíaco para implante de stent com objetivo de desobstruir esse vaso. Outras vezes, dependendo da localização e do grau de obstrução, o cardiologista opta pela realização de cirurgia de revascularização miocárdica (conhecida como as pontes de safena e mámaria).

Colaborou
Estêvan Vieira Cabeda é cardiologista e o responsável técnico pelo setor de tomografia cardiovascular na clínica Kozma. Especialista em tomografia e ressonância cardiovascular pelo Instituto do Coração (InCor – USP/SP) com fellowship em diagnóstico por imagem em cardiologia na Cleveland Clinic, Estados Unidos. Doutorado em cardiologia pela USP/SP. Autor de trabalhos e publicações nesta área.

 

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