Bursite de quadril é mais comum do que se imagina

Doença afeta mais as mulheres e a taxa de sucesso de tratamento chega a 96%

Por
· 1 min de leitura
O tratamento inicial pode ser realizado com medicação, repouso e fisioterapia

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

A maioria das pessoas acredita que a bursite é uma doença que afeta apenas o ombro, mas a patologia pode atingir outras partes da anatomia, inclusive com grande incidência. De acordo com o ortopedista Dr. Gabriel Knop, especialista em quadril, a bursite de quadril é uma das doenças mais frequentes nesta especialidade ortopédica. Com uma incidência de 10% na população geral, as mulheres são quatro vezes mais afetadas que homens, com prevalência aumentada entre a quarta e sexta década de vida. Somente na Clínica IOT, os quatro ortopedistas especializados em quadril atendem aproximadamente 1500 pacientes com a patologia por ano. “É uma das doenças mais frequentes relacionadas ao quadril, com grande variedade de sinais e sintomas, tendo como característica principal a dor em região lateral do quadril afetado”, explica Knop. O ortopedista esclarece que esta dor lateral no quadril pode irradiar para a coxa e o quadro tende a piorar durante a noite o que pode levar o paciente a ter dificuldade para dormir. 

Prevenção e tratamento

O especialista explica que a causa da bursite são pequenos traumas, que ocorrem de maneira repetitiva, pelo uso ativo da musculatura abdutora do quadril. Assim a primeira atitude a ser realizada é detectar quando e como ocorrem estes traumas e evita-los. “Estar no peso ideal e ter um bom alongamento ajuda muito”, comenta. O ortopedista destaca que, inicialmente, o tratamento é realizado com medicação, repouso e fisioterapia. Em casos onde não há melhora com o tratamento conservador existe a possibilidade de indicar infiltrações de medicamentos ou até terapia por ondas de choque.  “A grande maioria dos pacientes responde bem ao tratamento, porém, em casos onde não há melhora e já foram esgotadas as possibilidades de tratamento conservador, está indicado o tratamento cirúrgico”, ressalta.

Cirurgia

A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou artroscópica. “Por se tratar de um método minimamente invasivo, a recuperação é mais rápida por via artroscópica, porém, a médio e longo prazo, os resultados se equivalem”, frisa. O ortopedista revela que os resultados são positivos, desde que seja realizada uma reabilitação pós-cirúrgica adequada, com comprometimento do paciente nos cuidados da recuperação. “Tanto o tratamento conservador quanto o cirúrgico visam restaurar a qualidade de vida do paciente. A taxa de sucesso de tratamento chega a 96%”, revela. 

Gostou? Compartilhe