Cuidados para evitar o rompimento do tendão de Aquiles

Atletas amadores e pessoas com sobrepeso ou sem preparo físico estão mais suscetíveis

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O tendão de Aquiles é o mais forte do corpo humano, mas mesmo assim é suscetível ao rompimento. O nome deste importante tendão advém do mitológico guerreiro grego Aquiles, que teria sido vitimado por uma flecha exatamente nesse local. Também pode ser descrito como uma espécie de cabo de força que puxa o pé para baixo fazendo que com possamos correr mais rápido e pular mais alto, por exemplo. A lesão nesta área, que fica atrás da perna, perto do calcanhar, é muito comum.

 

A equipe de pé e tornozelo da clínica IOT, em Passo Fundo, atende aproximadamente 16 rupturas por mês. O ortopedista Cristhopher Stoffel, especialista em pé e tornozelo, comenta que o rompimento deste tendão ocorre frequentemente em praticantes de esportes amadores para recreação, normalmente pessoas que não têm um preparo físico para a carga à que o tendão é submetido. “Existem dois picos de idade em que as rupturas ocorrem: uma em torno de 30-39 anos, idades em que os praticantes de esportes amadores são a maioria dos pacientes, e a outra entre 50-59 anos, mais comum em não praticantes de esportes”, revela o especialista.

 

Movimento e ruptura


O rompimento ocorre subitamente, quando o conjunto muscular chamado tríceps sural é submetido a uma contração excêntrica, ou seja, aquela contração em que as fibras do músculo da perna se contraem. Porém, o movimento do pé traciona o tendão em direção oposta, como em arrancadas nos jogos de futebol, aterrissagem em saltos em jogos de voleibol ou basquete. O ortopedista revela que, no momento da ruptura, a pessoa sente como se tivesse levado uma pedrada ou um chute na parte posterior da perna onde se localiza o tendão. Eventualmente ele consegue continuar caminhando com dor e mancando, porém sente importante perda de força na hora de dar o passo.

 

A prevenção


Para evitar o rompimento do tendão de Aquiles, inicialmente, o ortopedista recomenda que os exercícios físicos sejam realizados de maneira regular e não esporádica. “Também é importante lembrar-se de manter uma boa condição muscular e de alongamento. Em pacientes com alongamento ruim da musculatura posterior das pernas o tendão trabalha sob a tensão e está mais suscetível às rupturas”, frisa.

 

O tratamento


Em casos de ruptura em pacientes classificados como adultos ativos, os melhores resultados funcionais e, portanto, com as menores taxas de nova ruptura, são aqueles obtidos através do tratamento cirúrgico. A cirurgia é simples e pouco agressiva. Já no caso dos atletas de ponta, que necessitam retornar logo às atividades esportivas, a conduta poderá ser diferenciada. Nestes casos podem ser adotados protocolos pós-operatórios de aceleração da recuperação, que objetivam trazer o paciente à ativa em menor tempo. Já em pacientes que não podem ou não desejam ser submetidos ao tratamento cirúrgico, é sugerido o tratamento conservador, também com bons resultados. “Os resultados dos tratamentos são muito bons com retorno completo da função pré-operatória na grande maioria dos casos”, explica Cristhopher.

 

A recuperação


Em condições classificadas como regulares, a recuperação dos pacientes envolve um tempo de imobilização que pode ser com gesso e/ou bota ortopédica por um período entre 6 e 8 semanas. Isso, inicialmente, sem apoio. Após quatro semanas é liberado o apoio gradual de peso, ainda com a utilização da bota ortopédica, em preparação para uma retirada gradual e, posteriormente, o início da fisioterapia para reabilitação. Após três meses é liberada a musculação e caminhadas e orientado o retorno gradual as atividades físicas e laborais. 

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