Evolução no tratamento da artrose de quadril

Próteses seguras e duráveis garantem qualidade de vida

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· 3 min de leitura
No primeiro dia após a cirurgia o paciente já inicia a caminhar

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A artrose é um desgaste que traz consequências muito desagradáveis. Uma delas é a de quadril, que afeta de 5 a 10% da população. A artrose de quadril é caracterizada pelo desgaste da cartilagem desta articulação o que pode causar dores, diminuição da mobilidade e limitação de atividades. De acordo com o ortopedista Tercildo Knop, especialista em quadril do IOT de Passo Fundo, a incidência é maior nos idosos, mas pode iniciar já no adulto jovem que tenha anormalidades anatômicas de quadril, com piora gradativa. Em casos avançados da doença é necessária uma intervenção cirúrgica, na qual é utilizada uma prótese. “A prótese total de quadril é um dos avanços mais revolucionários da cirurgia de quadril, emergindo em seu formato atual graças à evolução de técnicas antigas”, revela o especialista. Atualmente os avanços na ciência possibilitaram a utilização de próteses seguras e duráveis que ajudam muito na qualidade de vida do paciente.

Os sintomas

O ortopedista explica que os sintomas iniciam com uma dor no quadril afetado. É de caráter contínuo e progressivo, frequentemente irradiada ao longo da face interna da coxa e joelho. “A dor aumenta com a carga e movimento, sendo que o frio e a umidade podem piorar o desconforto. Geralmente a dor é pior no início do movimento, melhorando com alguns passos. Com o passar do tempo começam a surgir restrição de alguns movimentos”. Exemplifica com as situações de dificuldade para cortar as unhas dos pés, vestir uma meia, amarrar os sapatos, levantar-se ou utilizar assentos baixos.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico desta artrose é realizado através de exame clínico e radiográfico. A tomografia e a ressonância magnética podem ser utilizadas em casos onde os sintomas são muito sugestivos, porém sem identificação na radiografia. Há situações em que é possível prevenir a artrose de quadril, explica Tercildo Knop. “Como as artroses têm múltiplas causas, existem alguns casos em que podemos agir precocemente, especialmente no paciente jovem. Podemos atuar no alinhamento do osso (osteotomias), no remodelamento ósseo através de videoartroscopia nos casos de impacto e outras condutas ortopédicas”.

Tratamento conservador

Em alguns casos, pode ser indicado um tratamento conservador para a artrose de quadril. “O tratamento conservador pode aliviar os sintomas e postergar a cirurgia. Podemos usar medicamentos (anti-inflamatórios), fisioterapia, estimular a perda de peso, limitar atividades com sobrecarga e usar bengala”, explica Tercildo.

Cirurgia

Usualmente a artrose acaba na cirurgia. Esta intervenção é denominada artroplastia total de quadril, ou seja, uma prótese. Neste processo “é ressecada a cabeça femoral e a articulação é substituída por um acetábulo artificial (na bacia) e uma haste com cabeça (no fêmur)”. A recuperação depende de alguns fatores como da habilidade do cirurgião, da colaboração do paciente, que também deve fazer a sua parte, e da reabilitação fisioterápica. “Usualmente a internação é de três a quatro dias e o paciente já inicia a caminhar no primeiro dia após a cirurgia”.

Qualidade de vida

A prótese não pode mais ser relacionada ao desconforto ou grandes restrições. Graças à evolução das técnicas cirúrgicas e dos materiais utilizados, a cirurgia resulta em qualidade de vida, como explicou o especialista. “A finalidade principal da prótese é exatamente a melhora da qualidade de vida, com abolição da dor, melhora dos movimentos, etc. A prótese, todavia, não é como um quadril normal. Ainda não tem nada tão bom quanto o quadril com que nascemos, mas se este degenerar tem a artroplastia como a solução mais próxima da função normal”.

Seguras & Duráveis

Técnicas e materiais utilizados propiciam muito mais segurança e durabilidade às próteses, de acordo com a avaliação de Tercildo. “No inicio das próteses de quadril, estas tinham desgaste muito rápido, durando pouco tempo. Em 1961, o ortopedista inglês, Sir John Charley, aprimorou o uso de polietileno na região da pelve e revolucionou o uso e a técnica da prótese. Com a passagem do tempo, os materiais foram melhorando em sua resistência e consequente durabilidade. O par tribológico (elementos em atrito) da prótese, isto é, a cabeça do fêmur e o acetábulo, podem ser de vários materiais: metal x polietileno, cerâmica x polietileno, metal x metal e cerâmica x cerâmica, sendo este último o material de eleição na maioria dos procedimentos hoje, apesar de haver limitação do seu uso devido ao preço da cerâmica.  A expectativa de durabilidade destas próteses de cerâmica é de cerca de 30 anos”.

 

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