Novo estudo sugere elo entre carne vermelha e câncer de mama

Segundo pesquisadores americanos, dieta rica em carne vermelha aumentaria as chances de desenvolvimento da doença em mulheres

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· 2 min de leitura
Consumo de carne também sugere dieta mais calórica

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Em recente pesquisa realizada nos Estados Unidos, especialistas da Universidade de Harvard afirmam que comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama em mulheres. A afirmação é baseada no acompanhamento da dieta de três mil pacientes com tumores mamários.

Para o médico oncologista Rafael Castilho Pinto, que atua na capital paulista, é necessário ter cautela antes de qualquer confirmação: “no caso desse estudo é importante entendermos que pesquisas semelhantes mostram um outro viés na associação entre câncer e carne vermelha. Sabe-se, no entanto, que a alta ingestão desse tipo de alimento tem relação com uma dieta mais calórica, com alto teor de gordura e pouca quantidade de fibras, frutas e verduras, e isso sim é um fator de risco considerável para o aparecimento de tumores na mama e no aparelho digestivo”, destaca.

A pesquisa sugere que substituir a carne por alimentos como feijão, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres jovens.

Como ressalta a nutricionista Cristiane Bueno, que atua na mesma clínica de Castilho, eles são considerados protetores da saúde por integrarem o grupo dos alimentos saudáveis: “as frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, vitaminas, fibras e outros compostos que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com frequência”, salienta.

Fator de risco

A combinação entre carne vermelha e dieta gordurosa acarreta em outro fator de risco importante para o aparecimento de tumores, a obesidade, que está diretamente ligada a diversos tipos de tumores como os de mama, ovário e de pâncreas.

Para a médica mastologista Kênia Melissa Borguetti, apesar de o risco ainda ser considerado pequeno, a pesquisa serve de alerta para o controle de peso, aliado à adoção de uma dieta saudável e à prática de exercícios físicos. “Por ser uma doença multifatorial, cada comportamento sadio que é adotado diminui as chances de aparecimento do câncer.

Por isso, são recomendados hábitos saudáveis de vida para diminuir o risco de tumores e de outras doenças, principalmente os problemas cardiovasculares, substituindo uma dieta à base de gorduras e carne vermelha por carnes saudáveis como peixes e frango. Orienta-se ainda não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas. Mesmo que discutíveis, as evidências que relacionam a alta ingestão de carne vermelha com câncer são relevantes. Sabe-se que existe um benefício na redução do seu consumo em relação à incidência de outros tumores e doenças cardiovasculares”, completa. Conforme a médica, se uma porção de carne por dia for substituída por legumes ou oleaginosas, grãos e carnes brancas pode-se diminuir o risco de câncer de mama e de intestino em até 17%.

O estudo

O estudo da universidade americana foi realizado com 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43 anos. De acordo com o INCA, a estimativa para este ano é de 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil.

 

 

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