Os fatores que levam à sarcopenia

Perda muscular é uma ameaça à qualidade de vida dos idosos

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Quando um idoso tem perda de massa muscular, emagrecimento, pouca força ou dificuldade para subir uma escada, podem ser sintomas de sarcopenia. É a perda de massa muscular que influencia diretamente na vida dos idosos, resultando na diminuição da capacidade para realizar as tarefas cotidianas. Isso, ainda, pode representar uma diminuição na capacidade de equilíbrio, aumentando as chances de quedas e fraturas. A prevenção é importante, resultando em melhor qualidade de vida. E isso pode ser feito através de uma alimentação adequada, conforme explica Aline Calcing, nutricionita clínica do Hospital São Vicente de Paulo.

 

O que é
Sarcopenia (do Grego, "pobreza de carne") é caracterizada pela redução progressiva da força e da massa muscular, que pode acontecer com o processo de envelhecimento. Devido ao aumento da expectativa de vida da população mundial e consequentemente da população idosa, a sarcopenia vem se tornando uma questão de saúde cada vez mais relevante, devido as dificuldades e limitações que ela pode ocasionar a população atingida. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, cerca de 15% dos brasileiros têm sarcopenia a partir dos 60 anos de idade, chegando a 46% após os 80 anos.

 

A partir dos 40
Não há uma idade específica que determine o aparecimento da sarcopenia, podendo até mesmo surgir na idade adulta, mas sabe-se que o processo de envelhecimento humano é natural e que a partir dos 40 anos se inicia o processo de perda de massa muscular, e este é agravado conforme o avanço da idade. Nem todos nós teremos sarcopenia. Desenvolver sarcopenia ou não, será consequência de uma série de fatores.

 

As causas
As causas são multifatoriais, em primeiro momento o próprio envelhecimento natural é causa, bem como fatores como declínio neurológico, obesidade, alterações hormonais, doenças crônicas, desnutrição, diminuição da prática de atividade física e sedentarismo, entre outros podem favorecer o seu desenvolvimento. Nos idosos, esses problemas se tornam mais frequentes em decorrência do estilo de vida, de limitações físicas ou por problemas como depressão e alterações dentárias que prejudicam a alimentação.

 

Como evitar
De maneira geral orienta-se um estilo de vida saudável, com alimentos de qualidade nutricional e que contemplem as necessidades de nutrientes específicos para cada indivíduo, bem como a prática de exercício físico constante, ou seja, já se sabe que a prática regular de atividade física (desde a infância, vida adulta e idade avançada) podem sim evitar ou até mesmo retardar a progressão da sarcopenia.



As consequências
A perda de força muscular que é característica da sarcopenia, resulta em fragilidade e dificuldade da manutenção da estabilidade (equilíbrio), dificultando a marcha, o que pode resultar em quedas domésticas e também prejudicar a vida social do idoso em atividades básicas do dia a dia como ir ao supermercado, bancos, passeios etc. O nível agravado de sarcopenia pode ser prejudicial a ponto de impedir que uma pessoa idosa tenha uma vida independente, necessitando de assistência e cuidados constantes.

 

Os riscos
Os riscos da doença podem ser agravados se também a pessoa também tiver osteoporose. Sendo a osteoporose uma doença que causa enfraquecimento da estrutura óssea, levando a degeneração e a perda gradual da densidade do osso, quando associada a sarcopenia que é a redução da força e da massa muscular, os riscos de mobilidade e de quedas nos idosos aumentam consideravelmente.

 

Como tratar a sarcopenia
Em primeiro lugar, devemos prevenir o surgimento da sarcopenia, o que certamente irá nos proporcionar uma melhor qualidade de vida no decorrer do envelhecimento, quando isso não for possível e a sarcopenia já estiver instalada devemos buscar recursos para reverter este quadro, o paciente deverá ter um acompanhamento médico onde muitas vezes poderá prescrever também um tratamento medicamentoso. Porém, já sabemos que uma alimentação personalizada e adequada em macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) e micronutrientes (vitaminas e minerais) que contemplem as necessidades nutricionais, associado a atividade física adequada e orientada por profissional educador físico, podem sim reverter ou ocasionar melhoras nos quadros de sarcopenia.

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