Procedimento cirúrgico inédito no Estado é realizado no HSVP

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· 2 min de leitura
José segue fazendo acompanhamento para monitorar os resultados da cirurgia

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A busca por melhores técnicas e tratamentos que beneficiem a saúde das pessoas é uma marca dos profissionais que atuam no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, nos seus 99 anos de história. Mesmo localizado no interior do estado, a instituição é pioneira em diversos tratamentos e referência em muitas áreas. Neste mês de julho, o HSVP demonstrou mais uma vez esta capacidade de inovar, realizando pela primeira vez no estado uma Ressecção do ligamento estilohioideo calcificado para o tratamento cirúrgico da Síndrome de Eagle, assessorada por neuronavegação e microscopia.

 

A cirurgia foi realizada pelo Dr. Renato dos Santos, Cirurgião e Traumatologista Buco-Maxilo-Facial, juntamente com os Neurocirurgiões Dr. Alex Roman e Dr. Vanderson Araújo, sob manejo anestésico da Dra. Gislaine Nochetti de Melo e as instrumentadoras Salete de Oliveira e Eliane Lago. O paciente, José Carlos Nardi, 58 anos, de Serafina Correa procurou atendimento no Ambulatório de Especialidades do HSVP em função de fortes tonturas e dificuldade de movimentação do pescoço. No início, havia a suspeita de Disfunção Temporo-mandibular, mas após os exames, Dr. Renato constatou que se tratava de Síndrome de Eagle. 

 

Conforme o cirurgião a Síndrome de Eagle é uma doença caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas resultante da ossificação ou aumento do ligamento estilohióideu secundário a uma hipertrofia do processo estilóide do osso temporal. “Este distúrbio pode originar dor facial, disfagia (dificuldade de deglutir), odinofagia (dor ao deglutir), otalgia (dor no ouvido), zumbidos, cefaleias, limitações dos movimentos cervicais, dores regionais, tonturas e pré-síncopes, gerando dificuldades na vida de quem convive com ela”, explica o especialista, evidenciando que o diagnóstico da Síndrome de Eagle é difícil e os sintomas descritos acabam por ser atribuídos a outras causas. “Os exames radiológicos nem sempre são conclusivos, porém é possível identificar o aumento dos processos estiloides através de um raioX Pantomográfico (panorâmico), melhor visualizado com tomografia”.

 

A Síndrome de Eagle acomete geralmente pessoas na idade adulta, sendo raro antes dos 30 anos e o sexo mais prevalente é o feminino. Em relação ao tratamento, Dr. Renato salienta que nos casos menos graves pode ser feito com analgésicos. Já em casos mais graves, o paciente tem que ser assistido em cirurgia maxilo-facial, já que o tratamento conservador é ineficaz. “O tratamento cirúrgico para Síndrome de Eagle é raro e nunca tinha sido realizado no estado, assessorado com neuronavegação e microscopia. O acesso cirúrgico transoral limitou a morbidade do paciente, que deu alta hospitalar no segundo dia pós operatório sem restrições fisiológicas. A determinação do trabalho em equipe multidisciplinar elucida o sucesso nos tratamentos, denotando excelência em saúde para a região”, destaca o cirurgião Dr. Renato dos Santos.

 

Dr. Renato explica ainda que o navegador cirúrgico, é um equipamento de localização espacial em tempo real que rastreia continuamente os instrumentos cirúrgicos e sua relação com as estruturas anatômicas e patológicas do paciente tendo como base as imagens da Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética previamente realizadas. “O sistema de navegação cirúrgica por imagem é indicado para cirurgias craniofaciais de alta complexidade e traz maior precisão ao procedimento”.

 

Melhor qualidade de vida

A rapidez na recuperação e na diminuição ou fim das consequências da Síndrome de Eagle, trouxeram a qualidade de vida de José de volta. O motorista que sentia dificuldade para dirigir, fazer movimentos rápidos e mesmo de equilíbrio, oito dias após a cirurgia, comemora a melhora. “Fiz a cirurgia e dois dias depois já tive alta. Não tenho mais tonturas, consigo movimentar o pescoço, mudou muito a minha vida, estou me sentindo muito bem. Como eu sou motorista, era muito difícil com as tonturas e agora já estou bem melhor”, relata o paciente, que segue fazendo acompanhamento pós-cirúrgico.

 

 

 

 

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