Rizartrose é o segundo tipo de artrose mais comum na mão

Artrose no polegar traz dor e dificuldade na realização de atividades que utilizam movimento de pinça com os dedos

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Rizartrose é o termo utilizado para descrever a artrose da articulação trapeziometacarpiana na mão. “Derivado do grego o prefixo ‘rizo’ significa raiz e descreve a artrose da raiz do polegar”, revela o ortopedista da Clínica IOT, Dr. Marcelo Barreto de Lemos, especialista em Mão e Microcirurgia. O médico explica que esta artrose é a segunda mais comum na mão. “Em 2017 o Serviço de Cirurgia do Membro Superior do IOT atendeu mais de 10.000, sendo que os casos de rizartrose correspondem a aproximadamente 3-5% dos casos”, esclarece. O especialista comenta que as causas da rizartrose podem ser divididas em duas. A mais comum é a degenerativa: nela os sintomas e a evolução são mais lentas. A doença também pode decorrer de fraturas e doenças reumatológicas. “Na rizartrose degenerativa (primária) o perfil mais acometido são mulheres, da etnia branca, com idade a partir de 50/60 anos, que desempenham tarefas manuais e, por fatores da constituição, possuem hipermobilidade ligamentar. Na causa secundária o perfil a cometido são pessoas que possuem doenças reumatológicas que causam inflamações articulares, além de fraturas”.

 

Sintomas
O principal sintoma da rizartrose é a dor na base do polegar e que pode agravar com atividades repetitivas. O paciente relata dor ao realizar o movimento de pinça com os dedos e dificuldade em agarrar objetos com as mãos, escrever, tocar instrumentos, usar tesouras, abrir uma garrafa, usar o mouse, por exemplo.


Tratamentos
O médico revela que existem duas opções de tratamento, dependendo do caso: o conservador e o cirúrgico. No tratamento conservador é aconselhado o uso de antiinflamatórios, peptídeos de colágeno e órteses para imobilização - que podem ser compradas em lojas de material ortopédico ou farmácias ou fabricadas sob medida por profissionais especializados. No tratamento cirúrgico existem diversas técnicas descritas. O Dr. Marcelo realizou treinamento no Instituto de Cirurgia da Mão do Dr. Kleinert, em Louisville, Kentucky, Estados Unidos e realiza a técnica cirúrgica descrita pelo Dr. Luis Scheker, renomado cirurgião de mão do local. “A técnica consiste na retirada do osso trapézio e a estabilização do metacarpo com uma fita de tendão o que possibilita, após a recuperação pós-operatória, uma diminuição importante da dor e a restauração da força perdida por causa da artrose. Existe também a possibilidade da cirurgia artroscópica que é indicada nos casos mais iniciais, é menos invasiva e o retorno às atividades é mais precoce”, frisa.

 

Resultados
A cirurgia traz bons resultados na diminuição da dor, melhora na mobilidade e ganho de força. Mas o procedimento tem melhores resultados quando realizado precocemente, quando o paciente ainda não perdeu força significativamente. “O tratamento precoce na realidade pode afastar os fatores ambientais responsáveis pela doença (atividades de lazer que podem acelerar a evolução, por exemplo). Ao se identificar a doença precocemente, a evolução tende a ser mais lenta e a necessidade de cirurgia também pode diminuir”, destaca o médico. A recuperação da cirurgia depende da técnica utilizada. O retorno mais precoce às atividades é com a cirurgia artroscópica: o período de imobilização é de três semanas.

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