Agosto é o mês de combate aos linfomas

Campanha alerta sobre a importância do diagnóstico precoce

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· 2 min de leitura
Daiane Weber é hematologista do Corpo Clínico do HSVPDaiane Weber é hematologista do Corpo Clínico do HSVP
Daiane Weber é hematologista do Corpo Clínico do HSVP

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Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), agosto é o mês de sensibilização e combate aos linfomas, através da campanha “Agosto Verde Claro”, que visa alertar sobre a importância do diagnóstico precoce. Linfomas são um grupo de neoplasias originadas no sistema linfoide, local do nosso organismo onde habitam as células imunológicas, que são responsáveis pela defesa do corpo a agentes externos, como infecções. Segundo a médica Hematologista do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, Daiane Weber, o sistema linfoide é representado principalmente pelos linfonodos, os gânglios ou ínguas, mas, eventualmente, os linfomas também podem infiltrar outros órgãos ou a medula óssea. Existem dois tipos principais de linfomas: Linfomas de Hodgkin (LH) e Linfomas não Hodgkin (LNH). “Os dois se diferenciam pelo tipo de célula doente e por características clínicas da doença”, conta.

Sintomas

O primeiro sinal da doença é o aumento indolor de algum gânglio linfático, o surgimento de alguma íngua (caroço) no pescoço, axilas ou virilhas. “Esta alteração, normalmente, é percebida primeiramente pelo próprio paciente ou por alguém da família”, alerta. Além disso, “também pode ocorrer febre, suor noturno, emagrecimento sem causa aparente ou aumento do volume do baço, podendo ser sentido como desconforto na barriga ou sintomas de estufamento ou aumento de volume abdominal (quando o baço atinge grandes proporções). Tosse que não alivia e dura por semanas também deve ser avaliada, podendo ser um sinal sugestivo de aumento de ínguas no peito. Sempre importante ressaltar que quanto mais avançada for a doença, mais sintomas associados aparecerão. Doenças bem precoces podem ter como única manifestação o aumento das ínguas”, assegura.

Diagnóstico

Após avaliação e palpação do linfonodo doente por um médico, Daiane ressalta que é essencial a retirada para análise, pois existem muitas outras causas de aumento de ínguas, como infecções virais, bacterianas ou outras. Assim, “o diagnóstico definitivo dos linfomas é feito através da biópsia. Na maior parte das vezes, é um procedimento simples, realizado pelo cirurgião, com anestesia local”, avalia. A profissional ainda reitera que a punção do linfonodo feita com agulha não é o método ideal para realização do diagnóstico, sendo reservado somente para alguns casos específicos nos quais não é possível a retirada do linfonodo inteiro. “Exames de imagem são realizados para avaliar a extensão da doença. A biópsia da medula óssea, quando indicada, é realizada para avaliar a extensão da doença, normalmente após o diagnóstico confirmado de linfoma”.

Tratamento

O tratamento é realizado pelo médico Hematologista e é baseado na administração de medicação oral ou endovenosa, visando a cura ou controle da doença. “Diferente de outros tipos de câncer, o tratamento dos linfomas não é feito com cirurgia. Assim, o tratamento específico depende do tipo do linfoma e se baseia em quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou associação entre estes. Para realização da quimioterapia, na maior parte das vezes, o paciente necessita realizar a colocação de um cateter (portocath), o qual possibilita a aplicação das medicações de forma mais segura. O transplante de medula óssea, geralmente, não está indicado precocemente, sendo reservado na maioria das vezes para os casos em que a doença volta a aparecer após o tratamento inicial”.


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