As causas e as consequências da incontinência urinária

O tratamento cirúrgico pode resolver e tem sucesso em 85% das vezes

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De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 35% das mulheres pós-menopausa apresentam incontinência urinária de esforço. Também indica que 40% das gestantes apresentarão um ou mais registros durante a gravidez. Também de acordo com a SBU, o índice pode atingir 60% para as pessoas acima de 65 anos. De acordo com o Dr. Mário Franciosi, médico urologista do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, a incontinência urinária se define como a perda de urina involuntária pela uretra de maneira inesperada e súbita com prejuízo da qualidade de vida das pessoas.

 

Mais propensos
As pessoas que mais sofrem com a incontinência urinária são as mais propensas a este incômodo, as mulheres mais idosas, especialmente após a menopausa. Também pode acometer os homens de idade avançada, com crescimento da próstata, que não esvaziam bem a bexiga e perdem urina por transbordamento. E também as crianças que urinam na cama (enurese).

 

Depois dos 65 anos
As pessoas mais idosas, acima dos 65 anos entram na faixa etária mais prevalente, pelo envelhecimento e fraqueza muscular das estruturas responsáveis pelo mecanismo da continência urinária. Nas mulheres a flacidez da musculatura pélvica associada à atrofia da mucosa vaginal após menopausa, onde há diminuição da produção hormonal, torna esta queixa muito frequente. Nos homens o aumento do volume da próstata, leva a dificuldades urinárias, obstrução ao fluxo, retenção urinária aguda e incontinência por transbordamento.

 

Gestantes
As gestantes podem apresentar incontinência por alterações anatômicas decorrentes da gravides e também associadas à infeção urinária, habitualmente transitórias.

 

Pós-menopausa
Pós-menopausa aumentam as chances de incontinência urinária, pela falta hormonal e pela idade cronológica assim como aumento da circunferência abdominal e sedentarismo, muito comum nesta faixa etária.

 

Orientação profissional
Os indicativos de que a situação exige orientação profissional, dependem do incômodo da pessoa, especialmente quando prejudica a qualidade de vida e limita o convívio social pelo fato da perda urinária e suas consequências.

 

Consequências
De acordo com o especialista, dentre as consequências desta disfunção, as pessoas ficam mais tristes e isoladas do convívio social, porque muitos escondem o problema por vergonha, e não se sentem bem por acharem que as pessoas sentirão o cheiro da urina.

 

Prevenção
A prevenção da incontinência urinária se dá tendo uma vida saudável, alegre e cuidando da alimentação e praticando atividade física. Evitar fumo e álcool. Evitar a obesidade e sedentarismo.

 

Temporária ou crônica
A ocorrência da incontinência pode ser por um período limitado ou mesmo para o resto da vida. Isto depende da causa, se for por infecção urinária fazendo tratamento adequado, ela vai desaparecer. Se for por obesidade, sedentarismo e falta de hormônio e tiver uma correção adequada o problema vai ter melhora parcial ou total dependendo da intensidade da resposta ao tratamento. Se por outro lado não corrigir os problemas a incontinência vai permanecer, mesmo com tratamentos cirúrgicos disponíveis.

 

Em busca da cura
Dependendo da situação, a incontinência urinária pode ser totalmente curada. Sabendo-se a causa e fazendo o tratamento adequado vai resolver. Isto passa por bons hábitos de vida, alimentação adequada, exercícios que reforcem a musculatura pélvica e perineal, terapia comportamental, tratamento medicamentoso e tratamento cirúrgico. A cirurgia quando bem indicada tem sucesso em 85% das vezes.

 

Inconveniências sociais
A incontinência urinária causa grande distúrbio no convívio social por atingir a qualidade de vida em cheio. Ninguém vai sentir-se bem e confortável molhado e preocupado com o odor de urina, sendo assim preferem ficar mais isolados e deixam de frequentar muitos ambientes comuns e públicos. A resolução do problema reverte estes incômodos.

 

As causas da incontinência urinária são variadas

- A perda por esforço (tosse, espirro, carregamento de peso, corrida) e uma das causas comum. Mulheres em idade avançada e com vaginite atrófica, e múltiplos partos, obesas e sedentárias também são acometidas.
- A perda por urgência (quando vem a vontade de urinar subitamente e a pessoa precisa correr para o banheiro) se dá pela contração involuntária da musculatura da bexiga. Pode ocorrer também em doenças neurológicas como Parkinson, esclerose múltipla, acidentes vasculares cerebrais e diabete mellitus.
- Pode apresentar-se como mista que é a combinação de esforço e urgência.
- A Enurese noturna (urinar na cama) especialmente em crianças.
- E há também a perda contínua mais provável após cirurgias ginecológicas com prováveis fístulas urinárias.

 

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