Biólogo brasileiro avança em possível tratamento para o autismo

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O biólogo brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, que reproduziu o comportamento dos neurônios de crianças autistas em um pires de laboratório, está próximo de atingir um passo crucial em seu trabalho.
Ao recriar neurônios a partir de células retiradas da pele de crianças com síndrome de autismo genética, o biólogo conseguiu identificar características da doença independentes do sintoma comportamental por meio da observação das células vivas em microscópios.

Segundo o autor do estudo, nas crianças com autismo, os neurônios tinham menos extensões para fazer ligação com células vizinhas, o que sugere que a técnica tenha potencial de diagnóstico e que pode auxiliar na criação de um possível tratamento.
É preciso cuidado, pois a droga usada no experimento, a IGF-1, altera os níveis de insulina no organismo e pode causar efeitos colaterais no sistema nervoso de pessoas sem a doença. Por isso, Muotri está elaborando testes com uma série de outras drogas em um sistema robótico de experimentação, como o usado por empresas farmacêuticas.

O autismo

O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convívio social.

O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.

Existe também o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critérios de diagnóstico. O autismo atípico surge mais frequentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.

Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943, logo após em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do autismo.

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