CONCEI????O suspende cirurgias e internações por falta de material

Hospital atende 100% SUS e responde pelo maior volume de assistência, recebendo casos de todo o Estado

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As cirurgias eletivas e novas internações estão suspensas no Hospital Conceição por falta de material. Somente casos graves serão atendidos. A restrição também é adotada no Hospital Cristo Redentor, integrante do GHC. Faltam fio de sutura, antibióticos, líquido de contraste para fazer tomografia entre outros materiais para o trabalho dos médicos. A ordem está sendo transmitida a médicos desde o fim da tarde de sexta-feira (29 de novembro), gerando surpresa e indignação entre os profissionais devido ao grande volume de procedimentos para realizar e a demanda de novos pacientes. O hospital atende 100% SUS e responde pelo maior volume de assistência, recebendo casos de todo o Estado. O hospital faz cerca de 1,5 mil cirurgias por mês, e a medida atinge tudo que está agendado a partir de segunda-feira, "até segunda ordem". Pacientes da obstetrícia do Conceição foram transferidas ao Fêmina, também do GHC e especializado na área. (conforme nota abaixo) 

Em reunião na tarde de sexta-feira, a direção do Grupo Hospital Conceição (GHC) informou a chefes de serviço que atrasos no pagamento pela prefeitura da Capital, que repassa verbas recebidas do governo federal para custear serviços hospitalares, seria uma das causas. O Sindicato Médico do RS (SIMERS) lamenta a decisão e a situação precária a que chegou a instituição confirmou com os médicos que as internações de novos pacientes, encaminhados por meio da central de leitos gerida pela Secretaria da Saúde da Capital, estão sendo recusadas desde a tarde de dessa sexta-feira. 

A preocupação das equipes médicas é com a comunicação a pacientes que têm procedimentos agendados para segunda-feira e virão ao hospital. “Eles vão pensar que a responsabilidade é dos médicos, mas não é. O Conceição deveria fazer um comunicado e orientar a população, mesmo sendo absurdo que esteja acontecendo este tipo de problema em um hospital desse porte e importância. A situação não poderia ter chegado a este ponto”, declarou a entidade. Um médico da cirurgia plástica disse que a espera na área chega a dois anos, entre consulta e cirurgia. A área atende casos como reconstrução de mama devido a tumor. "As pacientes têm grande expectativa pela operação e receberão 48 horas antes da data marcada o aviso de cancelamento, é muito ruim isso", revolta-se o médico. Na cirurgia geral, são 150 casos por semana, maior volume.  

O Conceição é o maior hospital público do Sul do Brasil, está ligado ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), do governo federal, que tem um dos maiores orçamentos do Ministério da Saúde no País. Com a decisão de suspender atendimentos, as dificuldades em emergências e represamento de casos para cirurgias vão aumentar. A Capital perdeu mais de 35% dos leitos SUS em 20 anos. O Conceição é o que tem a maior capacidade. “A responsabilidade por assegurar a manutenção desses serviços é dos gestores públicos”, cobra o Sindicato. “Não faltam médicos no hospital. Eles estão lá e estarão na segunda-feira prontos para fazer seu trabalho. A situação é muito grave”, reforça o SIMERS.

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