Cuidados para não comprometer o futuro

Déficit de Atenção e Hiperatividade deve ser diagnosticado na fase inicial

Por
· 2 min de leitura
Paulo Lague é médico psiquiatra e atua em Tapejara na Saúde Center ClínicaPaulo Lague é médico psiquiatra e atua em Tapejara na Saúde Center Clínica
Paulo Lague é médico psiquiatra e atua em Tapejara na Saúde Center Clínica

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença que acomete uma em cada vinte crianças e é a causa mais comum de encaminhamentos de crianças e adolescentes a psiquiatras. O Dr. Paulo Lague explica que ele caracteriza-se por sintomas de desatenção, como a dificuldade de concentração e em manter-se atento a uma tarefa, exceto em situações extremamente excitantes ou empolgantes. Segundo o médico psiquiatra, também são indicativos a hiperatividade e a inquietude, como não permanecer sentado na cadeira sem se levantar ou sem ficar se remexendo ou mexendo as mãos e os pés,  e a impulsividade, fazendo coisas impensadamente ou interrompendo os outros com muita frequência. Os sintomas de TDAH persistem na vida adulta em cerca de 60% dos indivíduos. Há uma grande influência genética no aparecimento do transtorno e esses genes fazem com que determinadas regiões do cérebro funcionem de forma diferente.

Diagnóstico

De acordo com o Lague, o diagnóstico do transtorno é muito importante porque existem vários estudos demonstrando que pessoas com TDAH têm muito mais complicações em suas vidas do que o restante da população. As crianças com TDAH geralmente apresentam prejuízo na vida escolar e, comprovadamente, sofrem mais acidentes do que aquelas sem o transtorno. Quando se avalia adultos que tiveram TDAH durante toda a sua vida, observamos que eles têm menos anos de escolaridade, menores índices de qualificação profissional, maiores índices de demissões, maior número de divórcios, maiores chances de adquirirem DSTs e de gerarem uma gravidez não planejada, maior incidência de uso de álcool, nicotina, maconha, cocaína, crack e inalantes, maiores chances de acidentes de trânsito, de dirigirem sob o efeito de álcool e sem o uso de cinto se segurança e uma maior incidência de depressão, ansiedade, transtorno de conduta e transtorno desafiador de oposição.

Medicação

O psiquiatra explica que é importante ressaltar que crianças, adolescentes e adultos com TDAH tratados com a medicação metilfenidato (Ritalina) apresentam um risco menor de se tornarem abusadores ou dependentes de álcool e outras drogas. Os sintomas de desatenção, hiperatividade, inquietude e impulsividade podem ser observados em menor grau nas pessoas em geral, só que nos portadores de TDAH eles são muito mais intensos e comprometem a vida da pessoa. O tratamento do TDAH é feito essencialmente com alguma medicação, como metilfenidato, lisdexanfetamina, atomoxetina, modafinila, imipramina, desipramina, nortriptilina, bupropiona, reboxetina, clonidina e guanfacina. O metilfenidato (Ritalina) é a medicação mais utilizada e, na maioria dos casos, a melhor dentre as disponíveis, visto que é capaz de melhorar todos os sintomas do TDAH. Ela, dentre outras funções, regula a liberação da dopamina e da noradrenalina no cérebro e, assim, restabelece o funcionamento cerebral.

Alerta!

Quando pais ou professores suspeitarem da presença do transtorno, o encaminhamento ao psiquiatra deve ser realizado com brevidade, visto que quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e o tratamento adequado, melhor será a sua evolução.

Gostou? Compartilhe